Blog

  • Google Ads para e-commerce: guia completo para começar e otimizar suas campanhas

    Google Ads para e-commerce: guia completo para começar e otimizar suas campanhas

    Você certamente já utilizou o Google para pesquisar alguma coisa. Seja para obter informações sobre alguma dúvida, seja para o trabalho e até mesmo para procurar algum produto que deseja comprar.

    Muita gente se questiona se o Google ainda é uma ferramenta relevante para vender online, especialmente com a competição acirrada com o Facebook e Instagram (Meta). E a resposta é sim! Milhões de pessoas acessam o Google todos os dias.

    E você ainda pode anunciar nos sites parceiros do Google, exibindo seus produtos dentro de conteúdos relevantes pra você. Por exemplo, se você vende moda, pode veicular uma campanha em sites de moda. Dessa forma, você impacta o cliente no momento em que ele está procurando por um conteúdo relevante pra você.

    O que é o Google Ads

    O Google Ads é uma ferramenta de anúncios do Google. Com ela, é possível anunciar na ferramenta de pesquisa, que é tão famosa, mas também anunciar em milhões de sites ao redor do mundo, além do YouTube.

    O Google oferece uma gama completa de soluções para anúncios online, incluindo a ferramenta Shopping, que funciona como uma ferramenta comparadora de preços – você vê o mesmo produto em diferentes lojas e pode comparar rapidamente.

    O Google Ads é um sistema de links patrocinados, em que você paga por clique (CPC – custo por clique). Ou seja, você só paga se alguém clicar na sua campanha.

    Esse formato permite saber exatamente quanto você gastar e ter uma projeção de quantos cliques você vai obter de acordo com sua verba.

    Por que investir no Google Ads

    O Google é uma das plataformas mais poderosas para atrair clientes e muito utilizada por todos os tipos de ecommerce.

    Por ser bastante flexível, é possível escolher qual será seu investimento mínimo e escalar a partir daí. Você pode (e muitas vezes, deve) começar com poucas palavras-chave para entender o que terá mais conversão.

    E o melhor de tudo: o Google tem uma oferta ativa que dá até R$ 3600 para quem começar a anunciar (só vale para novos anunciantes).

    Vantagens de anunciar no Google Ads

    • Orçamento flexível, que acompanha o crescimento do seu e-commerce;
    • Diferentes tipos de campanhas para diferentes objetivos;
    • Possibilidade de atingir pessoas que estão buscando pelo seu produto naquele momento;
    • Pague somente quando alguém clicar;
    • Possibilidade de atingir pessoas em diferentes momentos da jornada de compra.

    Google Ads vs. Facebook Ads para e-commerce

    Você já deve ter se deparado com essa questão: onde anunciar – Google ou Facebook?

    Ambas ferramentas são excelentes para ecommerces de diferentes nichos e fases de negócio. Mas existem algumas diferenças que podem determinar qual escolher para começar a anunciar.

    O sistema do Google é baseado em palavras-chave, tanto na Pesquisa quanto no Shopping. Também é possível anunciar na Rede de Display, escolhendo os canais por tópicos ou por demografia, por exemplo.

    Costumo dizer que o Google é captador de demanda, ou seja, ele vai captar a demanda existente no mercado para seu produto.

    Indico muito para produtos que não são muito nichados ou com ticket médio muito alto. Se você tem uma multimarcas, por exemplo, o Google pode ser uma excelente escolha.

    Já no Facebook seus anúncios serão de imagem ou vídeo (não existe a possibilidade de anunciar só texto) e eles serão exibidos no Facebook, Instagram e na network da Meta (em sites e apps parceiros).

    Você pode escolher a demografia de quem verá seus anúncios, como por exemplo: mulheres de 25-35, moradoras de São Paulo e que curtam assuntos como moda.

    Indico mais para quem tem produtos nichados e/ou com ticket médio mais alto.

    Tipos de campanhas no Google Ads para e-commerce

    Campanha de Pesquisa (Search)

    Geralmente, indico começar suas campanhas por aqui. Você consegue ter um bom controle sobre quais pesquisas deseja aparecer, em quais regiões e horários. Se você tem pouca verba, também é um bom começo. Falando em verba, indico começar com, pelo menos, R$ 10 por dia, aumentando conforme seus resultados.

    Minha outra indicação é começar por uma pequena região geográfica e aumentando gradativamente. Se o seu estoque está no Paraná, comece por aí. Dessa forma, o frete fica mais barato e você até pode dar frete grátis, aumentando a taxa de conversão.

    Palavras-chave

    E como saber quais palavras-chave utilizar em sua campanha? Meu primeiro passo é fazer uma busca no próprio Google. Exemplo: se você vende camisetas masculinas, essa seria a principal palavra-chave. Porém, você pode utilizar outras palavras complementares, como camiseta masculina branca, camiseta masculina estampada e por aí vai. Nesse caso, quanto mais assertivo você pode com as palavras, melhor – especialmente quando se tem pouca verba.

    Podemos utilizar a correspondência do tipo frase ou exata. Na frase, o Google vai pegar tudo o que vem antes ou depois da sua palavra-chave. Exemplo: “camiseta masculina estampada” ou “estampada camiseta masculina”. Já na exata, ele vai mostrar seu anúncio apenas para “camiseta masculina”. Indico usar as duas formas.

    Nas palavras-chave do tipo frase você precisa ficar de olho em quais palavras ativaram seu anúncio e negativar aquelas que não são relevantes.

    Criação dos anúncios de texto

    E como redigir bons anúncios? Atualmente, o Google tem um único formato de anúncio, que são responsivos. Você cria diversos títulos e descrições e o Google escolhe os mais relevantes e exibe-os. É importante usar as principais palavras-chave no título e escrever descrições persuasivas, pois é isso que vai fazer alguém clicar no seu anúncio.

    Extensões de anúncio

    As extensões ajudam e muito a aumentar a taxa de clique e ainda melhora a relevância do anúncio. Os principais tipos de extensão:

    • Sitelinks: você pode colocar links para outras categorias ou produtos específicos. Crie pelo menos 4 sitelinks. Utilizo muito para promoções com prazo de validade.
    • Frases de destaque: aqui você pode destacar seus diferenciais, como frete grátis ou parcelamento sem juros.
    • Snippets estruturados: você pode mostrar as marcas que você vende ou tipos de produtos.
    • Chamada: é possível, ao clicar no anúncio, fazer uma chamada para sua empresa.
    • Local: exibe suas lojas físicas, se houver.
    • Preço: você pode exibir preços ou faixas de preços de produtos ou categorias.
    • Promoção: aqui você pode exibir algum cupom de desconto ou desconto específico em alguma categoria ou peça. Uma estratégia legal é criar um cupom específico para quem vê seus anúncios no Google.

    Quanto mais extensões você usar, melhor.

    + Carrinho abandonado no e-commerce: como reverter?

    Campanha de Google Shopping

    As campanhas de Google Shopping exibem seus produtos cadastrados na Merchant Center. Nesse artigo você encontra o passo a passo para se cadastrar. Antes de criar sua campanha, é importante se atentar a alguns detalhes na hora de cadastrar seu produto:

    Título do produto: use palavras-chave que facilitem a busca. Veja como seus concorrentes fazem.

    Descrição: também utilize palavras-chave e seja o mais detalhado possível.

    Categoria do produto: o Google Shopping possui diversas categorias de produtos e você deve encaixar as categorias do seu e-commerce de acordo com elas. Veja aqui a lista completa.

    GTIN: esse é o código de barras. Se você trabalha com multimarcas ele é ainda mais importante, para que o Google faça o “match” com outros varejistas que também vendem o mesmo produto.

    Marca: principalmente se você é uma multimarcas é importante constar esse atributo no cadastro.

    Existem outros atributos que você encontra no artigo sobre Google Merchant Center, mas esses devem ter cuidado redobrado.

    Lembrando que cada plataforma trabalha de formas diferentes com os atributos do Google Shopping, então vale consultá-la.

    Campanha de Remarketing Dinâmico

    Também conhecida simplesmente como remarketing, na campanha de Remarketing Dinâmico é possível exibir os produtos que alguém visualizou na sua loja na rede de display do Google (sites parceiros do Google).

    Para que ela seja exibida, é importante configurar corretamente o Google Merchant Center e ter as tags do Google configuradas na sua loja.

    Considero ela uma das principais para ecommerces, já que você impacta novamente quem entrou na loja mas não comprou. Essa é, também, uma das campanhas com maior taxa de clique (CTR) e conversão.

    O Google conta com uma ampla rede de sites parceiros no Brasil e no mundo, então, certamente seus clientes verão sua campanha de remarketing.

    Você pode controlar em quais sites sua campanha vai aparecer, evitando associar sua marca com conteúdos que não sejam relevantes (por exemplo, pornografia).

    Campanha de Performance Max

    Essa é a uma campanha semi-automatizada do Google Ads, que utiliza inteligência artificial para fazer maximizar as conversões.

    O diferencial desse tipo de campanha é poder anunciar em todo o inventário do Google Ads de uma vez, incluindo Pesquisa, Display, YouTube, Gmail e mais.

    Você pode definir um valor por conversão desejado e a IA do Google irá tentar gerar conversões com base nesse valor. Ou seja, ela pode ser excelente para ecommerces.

    É um tipo de campanha mais indicado para quer anunciar em todos os canais e, ao mesmo tempo, não deseja fazer isso de maneira individualizada.

    Também é importante notar que ela é indicada em contas que já possuem conversões. Não crie essa campanha como sua primeira.

    Principais erros em campanhas de Google Ads

    Existem alguns erros que você pode evitar desde o início nas suas campanhas. E algumas otimizações só poderão ser feitas quando você já tiver algum histórico de campanha.

    1. Não fazer uma pesquisa de palavras-chave (use a ferramenta do próprio Google Ads);
    2. Não estudar seus concorrentes;
    3. Não ter uma rotina de análise de sua campanha (que pode variar entre diariamente ou a cada dois ou três dias);
    4. Não alinhar o que está sendo anunciado com o que aparece no seu e-commerce (exemplo: a campanha fala sobre camisetas mas vai para a home do site e não para a categoria de produtos);
    5. Não negativar palavras que não são interessantes para seu negócio.

    Como otimizar as campanhas do seu e-commerce no Google Ads

    Agora que você já sabe alguns dos principais erros nas campanhas de Google Ads para e-commerce, vamos ver algumas dicas para otimizar suas campanhas:

    1. Comece sua campanha exibindo seus anúncios em poucos locais (por exemplo, na sua cidade ou estado);
    2. Pause as palavras-chave que não obtém conversão;
    3. Verifique os horários de maior conversão e aumente o lance para esses momentos; da mesma forma, diminua seus lances em horários que não convertem;
    4. Verifique os locais (cidades/estados( que possuem maior conversão e aumente seu lance;
    5. Veja como seus concorrentes anunciam;
    6. Negative palavras que não são interessantes (alguns exemplos: “grátis”, “gratuito”, “atacado”);
    7. Tenha estratégias para recuperar carrinhos abandonados.
  • ROI no e-commerce: o que é e como calcular [+ planilha grátis]

    ROI no e-commerce: o que é e como calcular [+ planilha grátis]

    Em mais de 10 anos trabalhando com Marketing Digital e boa parte deles em e-commerce, entendi a importância de medir de perto os resultados gerados por Mídias Sociais, anúncios no Google, estratégias de email marketing e todos os outros esforços de uma empresa nesse sentido. No e-commerce, o ROI é medido quase em tempo real, através de ferramentas como o Google Analytics. Eu sei quanto estou vendendo e quanto estou investindo.

    Porém, o cálculo do ROI não deve ser exclusivo de ecommerces. Ele se aplica a empresas de qualquer segmento e tamanho. Vamos entender a fundo essa questão.

    + Seu e-commerce não vende? Conheça minha consultoria para e-commerce

    O que é ROI?

    ROI é uma sigla em inglês para retorno sobre investimento. Com esse cálculo é possível saber quantas vezes seu investimento em marketing está retornando em vendas. É um dos principais indicadores do Marketing Digital.

    Por exemplo: se o seu investimento é de R$ 1.000/mês e seu lucro com esse investimento é de R$ 4.000, então seu ROI é 4 – ou seja, retornou 4x o valor investido.

    Nesse investimento você deve considerar todos os custos do seu Marketing, como:

    • agência,
    • freelas,
    • investimento em Mídia (Facebook, Google, Instagram etc.),
    • SEO,
    • funcionários envolvidos na operação;
    • ferramentas,
    • entre outros.

    Esse é o jeito mais simples e rápido de saber se suas estratégias têm sido positivas.

    Como calcular o ROI de um e-commerce?

    A fórmula do cálculo do ROI é:

    ROI =  (faturamento – custo do investimento)/custo do investimento

    Para exemplificar: se suas estratégias de Marketing Digital geraram R$ 10.000 de faturamento e seu investimento total foi de R$ 2.000, então seu ROI será de 4.

    Você também pode calcular o ROI específico para cada canal, como por exemplo Facebook ou Google. Dessa forma, você consegue comparar e entender qual canal é mais lucrativo. Ou até mesmo calcular o ROI por campanha.

    Digamos que você tenha contratado um influencer para divulgar sua loja. Você pode calcular o ROI dessa ação específica e entender se ela foi ou não lucrativa.

    Por que é importante calcular o ROI?

    O cálculo do ROI oferece uma primeira visão do quanto minha estratégia está dando certo – ou não. Com os números em mãos fica mais fácil saber para onde eu devo olhar.

    Também por isso, é importante calcular o ROI de cada uma de suas estratégias de Marketing. Ou seja, saber o ROI separadamente dos anúncios no Facebook, Instagram, LinkedIn, do blog, dos materiais ricos e por aí vai.

    Se sua empresa não tem a menor noção do quanto as estratégias de Marketing Digital têm impactado nas vendas, então é hora de parar e repensar as ações e construir um planejamento que privilegie os resultados no caixa.

    + E-commerce de moda: dicas práticas para começar ou otimizar suas estratégias

    Qual é o ROI ideal?

    Não existe um ROI ideal para todos as lojas. Em geral, recomenda-se um ROI de pelo menos 4. Porém, isso vai depender da sua margem de lucro, já que o ROI é calculado sobre o faturamento bruto.

    Portanto, em segmentos que a margem de lucro é alta, o ROI não precisa ser tão alto. Já se sua margem é baixa, um bom ROI talvez fique acima de 10.

    É importante avaliar outros indicadores do seu e-commerce para entender se suas ações estão sendo efetivas e lucrativas.

    + Como aumentar a taxa de conversão no e-commerce? 13 estratégias que funcionam

    Como aumentar o ROI no meu e-commerce?

    Existem diversas formas de aumentar o ROI da sua loja. O primeiro item a ser olhado é o tráfego. Tráfego de qualidade significa mais vendas e, consequentemente, maior ROI. Já escrevi um post falando detalhadamente sobre como avaliar o tráfego da sua loja.

    Aqui, vou dar algumas dicas para aumentar suas vendas e seu ROI.

    + Inbound Marketing para e-commerce: estratégias práticas para aplicar agora mesmo

    Avalie os resultados das suas campanhas pagas

    A primeira questão para ter um ROI positivo é diminuir seus custos. Por isso, avalie aquelas campanhas que não trazem o resultado esperado e diminua o investimento ou até mesmo corte-o.

    É claro que nem toda campanha com ROI negativo deve ser cortada de imediato. Às vezes, é importante otimizá-la primeiro. Por exemplo, trocando seu criativo ou copy, e até mesmo a página de destino.

    Algumas campanhas não trazem vendas diretamente, mas contribuem para a conversão da sua loja. Inclusive, você pode avaliar esses canais de assistência no Google Analytics.

    Se você anuncia no Google Ads, existe uma coluna que mostra o índice de qualidade de uma determinada palavra-chave. Esse índice nos mostra como o Google avalia sua página em três tópicos:

    • Taxa de cliques esperada (CTR): a probabilidade de o seu anúncio receber um clique quando é exibido.
    • Relevância do anúncio: o nível de correspondência entre seu anúncio e a intenção que motiva a pesquisa do usuário.
    • Experiência na página de destino: qual é a relevância e utilidade da página de destino para as pessoas que clicam no anúncio.

    Se seu CPC está alto, comece avaliando essa coluna para ter ideias de otimização. Por exemplo, se o problema é na relevância do anúncio, veja se a palavra-chave que foi pesquisada está aparecendo no texto do anúncio.

    Se a questão é a experiência da página de destino, pode ser que essa página não seja a mais adequada, ou que ela está muito lenta ou ainda não está totalmente otimizada para o mobile.

    No Facebook temos uma coluna semelhante que mostra a qualidade do anúncio, que são:

    • Classificação de qualidade: é medido pelo feedback dos usuários ao anúncio e também após a experiência na página de destino.
    • Classificação da taxa de engajamento: o engajamento inclui cliques, curtidas, comentários e compartilhamentos.
    • Classificação da taxa de conversão: é a classificação esperada para conversões.

    Todas essas classificações são medidas comparando com outros anunciantes que competiram pelo mesmo público.

    Se o problema for na classificação de qualidade e engajamento, você precisa rever seu criativo, seu público e sua oferta. Já questões relacionadas a conversão pode estar mais ligada ao tipo de oferta que você anuncia, especialmente se os outros tópicos tiverem com boa classificação.

    Nesse caso, pode ser que seu preço não seja adequado ou até mesmo que você tenham problemas com carrinho e checkout.

    Como evitar carrinhos abandonados

    Carrinhos abandonados fazem parte de qualquer ecommerce. Porém, se eles são muitos tem algo de preocupante.

    Veja os principais motivos que as pessoas abandonam seus carrinhos, seu pesquisa da Rock Content:

    Note que o frete alto é o principal. Outra pesquisa da Opinion Box revelou que frete grátis é o principal benefício esperado pelos consumidores. É impossível oferecer frete grátis em todas as compras, mas é possível criar estratégias para oferecê-lo preservando sua margem e maximizando a conversão.

    + Consultoria para e-commerce: personalizada para seu negócio

    As principais estratégias de frete grátis para seu e-commerce:

    • Frete fixo: valor fixo de frete a partir de um determinado valor de compra. Exemplo: R$ 10 para todo o Brasil gastando a partir de R$ 199.
    • Frete grátis por região: essa é a estratégia que eu mais gosto, pois privilegio algumas regiões mais próximas do centro de distribuição do e-commerce, cobrando um frete menor.
    • Frete grátis por ticket: nesse caso, você apenas define um ticket para frete grátis para todo o Brasil.

    A pesquisa também mostra que prazos de entrega muito longos fazem o cliente desistir. Por isso, ofereça uma forma de frete mais rápida, cobrando por isso, e as gratuitas com prazos mais longos. Oferecer retirada em loja também é uma opção.

    Outro ponto mencionado na pesquisa é a reavaliação por parte do consumidor em relação à necessidade da compra. Trabalhando com moda especificamente, sabemos que não é uma categoria de primeira necessidade (como alimentos).

    Por isso, é importante criar desejo imediato e mecanismos para gerar urgência, como por exemplo incluir um relógio no carrinho ou um cupom para a compra que expira nos próximos minutos. Outra ideia é mostrar que seu estoque é limitado e que se a pessoa não finalizar a compra, pode ficar sem depois.

    A pesquisa ainda mostra que as pessoas colocam os produtos no carrinho apenas para saber o valor do frete. Por isso, é super importante oferecer o cálculo já na página do produto, digitando apenas o CEP.

    Na página do produto também é importante mostrar a política de frete grátis e de parcelamento.

    Outro ponto que vemos aqui é em relação ao checkout.

    Tenha um checkout simples e rápido

    Se o cliente chegou até o checkout, é porque ele está interessado na compra. A menos que sua loja obrigue que o cliente faça o cadastro para ver o frete (o que eu não recomendo em hipótese nenhuma), você não deve ter grandes taxas de desistência nesse momento.

    Alguns dos pontos que impedem que o cliente finalize a compra:

    • Pedir muitos dados: peça apenas o essencial. O cliente poderá editar o cadastro depois, se desejar;
    • Pedir senha: as pessoas simplesmente têm de preguiça de criar senha e muitas vezes as esquecem;
    • Checkout longo ou confuso: separar o checkout por etapas impede que o cliente desista.

    Um bom exemplo de checkout é o da Época Cosméticos:

    Na primeira etapa, ele pede somente o email. Caso identifique que o cliente já possui cadastro, preenche todas as informações automaticamente. Caso não possua, vai para a tela acima. Se o cliente quiser editar seus dados, ele precisa digitar um código que vai para o seu email (ou seja, não precisa memorizar senha).

    O checkout acima possui três etapas simples e curtas: cadastro, entrega e pagamento. E na lateral é possível ver o resumo do pedido. Caso a pessoa queria voltar para o carrinho, tem a opção. Além disso, é possível ver quanto falta para ganhar frete grátis.

    Perguntas frequentes sobre ROI no e-commerce

    O que é ROI no e-commerce?

    O ROI é a métrica que define o retorno sobre o investimento das suas estratégias de marketing digital, dividindo seus custos pelo seu retorno.

    Como calcular o ROI no e-commerce?

    Para calcular o ROI, você deve usar subtrair seu faturamento do custo de investimento em Marketing e depois dividir pelos seus custos, ficando assim: (faturamento – custo do investimento)/custo do investimento.

    Qual o valor ideal do ROI no e-commerce?

    O valor ideal de ROI varia de negócio para negócio, dependendo da maturidade das estratégias digitais. Um ROI aceitável é de 4.

    Qual é a diferença entre ROI e ROAS?

    O ROI diz respeito ao retorno sobre o investimento em todas as estratégas de marketing digital, enquanto que o ROAS diz respeito ao retorno em um anúncio ou mídia específicos.
  • CAC no e-commerce: o que é Custo de Aquisição de Clientes e como calcular

    CAC no e-commerce: o que é Custo de Aquisição de Clientes e como calcular

    Uma das métricas mais importantes para Marketing e Vendas mas que poucas empresas se importam. Trata-se do Custo de Aquisição de Clientes (CAC). Essa métrica é tão simples quanto complexa: quanto custa, em média, para sua empresa adquirir cada novo cliente?

    Esse é um dos indicadores de saúde do negócio e também uma métrica que indica se suas estratégias de Marketing estão dando certo. O ideal é calcular o CAC mês a mês, acompanhando a receita que cada novo cliente trouxe e os custos que isso acarretou.

    Como calcular o Custo de Aquisição de Clientes?

    Para calcular o CAC, devemos considerar todos os esforços que uma empresa exerce para adquirir um novo cliente. Em geral, esses esforços são de Marketing e Vendas – e são as métricas desses dois departamentos da empresa que usaremos para fazer o cálculo.

    Marketing: você deve considerar salários, ferramentas, FEE de agência, investimentos em mídia paga, eventos, assessoria de imprensa, entre outros esforços. Lembrando que essa conta não serve apenas para estratégias de Marketing Digital, mas para qualquer estratégia de Marketing que sua empresa faça.

    Vendas: da mesma forma, você deve considerar salários, ferramentas, comissões, telefonia, viagens e outros.

    Novos clientes adquiridos: por fim, você deve considerar o número de novos clientes conquistados em um determinado período.

    Com esses números em mãos, basta aplicar uma simples fórmula:

    Como saber se meu CAC está bom?

    Obviamente que seu CAC deve ser menor que o ticket médio de uma venda na sua empresa. Digamos que a cada nova venda sua empresa ganhe R$ 200, mas o custo médio para conquistar um novo cliente é de R$ 250. A cada nova venda, você está perdendo R$ 50. Você pode ter aqueles clientes regulares que comprem sempre de você e, dessa forma, amortizem o custo de adquirir um novo cliente.

    Porém há um ponto a ser observado no seu CAC: quanto um cliente compra da sua empresa ao longo de toda sua vida como cliente? Chamamos essa métrica de LTV (Lifetime Value). Negócios com mais tempo no mercado já devem ter ao menos uma ideia de seu LTV.

    + Precisa de ajuda? Conheça minha consultoria para ecommerces

    Como saber seu LTV?

    A dica aqui é usar um software de CRM para registrar todas as vendas de um cliente. Dessa forma, você tem os dados reunidos em única plataforma e pode consultar rapidamente a taxa de recompra, quantas vezes ele compra em um determinado período, qual o valor médio de cada compra, entre outros dados.

    + E-commerce de moda: dicas práticas para começar ou otimizar suas estratégias

    O que fazer para diminuir meu CAC?

    Existem duas perspectivas que devem ser consideradas no CAC, que é o Marketing e a Venda. É preciso olhar atentamente para esses dois departamentos da sua empresa e entender o que precisa ser melhorado para diminuir o CAC. A simbiose entre essas duas áreas é fundamental para garantir o melhor retorno para o seu negócio.

    + Meu e-commerce não vende, e agora? Confira estratégias

    Marketing

    No Marketing, podemos olhar para ações que não trazem retorno ao investimento. Acompanhar o ROI de cada uma das ações de Marketing é uma dica para saber o que dá certou ou não.

    Sair fazendo cortes aleatórios em Marketing sem uma análise aprofundada não é a melhor alternativa. Afinal, você pode cortar justamente aquilo que está dando certo.

    + Inbound Marketing para e-commerce: estratégias práticas para aplicar agora mesmo

    Vendas

    Sua empresa já tem um processo de vendas estruturado? Por menor que ela seja, é importante ter processos desenhados. Isso vai garantir que sua equipe não desperdice potenciais compradores.

    Muitas vezes o esforço do Marketing é satisfatório mas a equipe de Vendas não está sabendo vender da maneira mais adequada. Por isso, é importante que as duas equipes tenham um canal aberto de comunicação para identificar gaps que podem ser melhorados.

    Minha última dica para diminuir CAC é automatizar tarefas. Com a Automação de Marketing, você economizará tempo e recursos valiosos. Segundo pesquisas, empresas que adotam a Automação vendem até 25% mais do que as que não adotam!

    Como vimos, calcular quanto custa para sua empresa adquirir um novo cliente é crucial para garantir a saúde do negócio. Se você ainda não calcula, comece agora mesmo!

    A partir dos números, você começará a tomar decisões mais acertadas que certamente aumentarão sua lucratividade.

  • Meu e-commerce não vende. E agora?

    Meu e-commerce não vende. E agora?

    Muitos dos donos ou gestores de e-commerce que me procuram têm a mesma dor: investiram em uma nova e-commerce, cadastraram dezenas, centenas ou até milhares de produtos, mas as vendas não decolam.

    O que eu vejo, infelizmente, é que boa parcela dos ecommerces que começam, fecham em até 1 ano.

    Muitos desses já investem um valor considerável em mídia, como Google, Facebook e Instagram, mas os resultados são pequenos. Como reverter esse quadro? O que fazer para que seu e-commerce seja um sucesso?

    Não existe uma receita mágica, mas vou apontar aqui alguns caminhos. Primeiro de tudo: analisar os resultados que você obteve até agora.

    Na minha metodologia, que aplico na consultoria para e-commerce, analiso mais de 100 pontos que são ordenados por ordem de impacto nos resultados e facilidade de implementação.

    Abaixo, trago alguns pontos principais que você deve analisar.

    Calcule a taxa de conversão

    A taxa de conversão da loja é a principal métrica que você deve acompanhar. Através dela, é possível sabermos em que pé está seu ecommerce.

    Como calcular a taxa de conversão?

    Taxa de conversão = (quantidade de pessoas que finalizaram a compra / sessões) x 100

    Se sua loja teve 1.000 sessões num determinado período e 50 pessoas finalizaram a compra, então a taxa de conversão é 5%. Utilizo o Google Analytics como principal ferramenta para acompanhamento.

    E qual seria uma boa taxa de conversão? Isso é muito variável de acordo com cada loja e segmento de mercado. No Brasil, a taxa média é de 1,6%, segundo o Experian Hitwise.

    Já um estudo da Neoatlas encontrou as seguintes taxas por segmento, por desktop e mobile, respectivamente:

    • Alimentos e bebidas: 4,5% e 0,8%.
    • Acessórios automotivos: 1,3% e 0,5%.
    • Bebês e criança: 1,5% e 0,9%.
    • Beleza: 1% e 0,5%.
    • Calçados e acessórios: 1,6% e 0,9%.
    • Eletroeletrônicos: 2,2% e 1,4%.
    • Games: 1,4% e 0,8%.

    De um modo geral, indico uma taxa entre 1-2%. Se você está muito abaixo disso, tem problemas.

    + Como aumentar a taxa de conversão no e-commerce? 13 estratégias que funcionam

    Por que meu e-commerce não vende? 13 erros fatais

    Parte 1 – off-site

    1. Ausência de investimento em tráfego pago

    Não existe e-commerce que vende sem investimento em tráfego. Você até pode – e deve! – investir em estratégias para gerar tráfego orgânico, como redes sociais e SEO. Porém, o investimento em tráfego é essencial.

    Mesmo que sua marca já seja conhecida, o tráfego vai trazer novos clientes, o que é importante para sempre renovar sua clientela.

    2. Tráfego de má qualidade

    A primeira coisa que eu faço quando começo a trabalhar com uma nova loja é fazer uma análise de canais no Google Analytics. Essa análise permite descobrir quais canais estão performando bem e quais podem melhorar.

    Veja o exemplo abaixo:

    A primeira coluna que eu olho é a de taxa de conversão. Essa taxa deve variar entre 1-2%, a depender do canal. Canais como direct ou social geralmente têm taxas maiores, considerando que são pessoas que já conhecem sua marca.

    O orgânico, em geral, também tem uma taxa melhor, especialmente se as palavras-chave para as quais seu site está posicionado se refere ao nome da sua marca.

    Para campanhas pagas no Google, Facebook ou Instagram as taxas de conversão podem ser menores no começo, a depender da estratégia.

    + Google Merchant Center: o guia completo

    Se os seus anúncios estão focados em trazer um novo público, é natural que essa taxa seja menor. Conforme os anúncios são otimizados e você encontra o melhor público e a melhor combinação de criativos, as conversões devem aumentar.

    + E-commerce de moda: passo a passo para começar

    Otimizações por canais

    Agora que você entendeu um pouco sobre como analisar cada canal e os pilares de conversão do e-commerce, vou trazer algumas ideias de otimização para cada um dos principais canais.

    Redes sociais

    As redes sociais são um dos principais canais de venda hoje, especialmente o Instagram. Apesar disso, muitas lojas não o utilizam em sua totalidade.

    Algumas dicas para otimizá-lo:

    Ter a “sacolinha“: configurar o Instagram Shopping é importante para mostrar para as pessoas seus produtos. No link, eu ensino o passo a passo.

    Marcar produtos: mas não adianta só ter o Shopping configurado e não marcar os produtos nos posts. É possível fazer a marcação tanto no feed quanto nos stories.

    Colocar e atualizar link na bio: ter um link na bio que permita colocar diversos outros links ajuda a direcionar sua audiência para a página certa. Um erro muito comum é sempre mandar as pessoas para a home da loja, mas direcionar para uma categoria específica ou mesmo um produto, ajuda muito.

    Links nos stories: para perfis com mais de 10 mil seguidores é possível colocar link nos stories (o famoso “arrasta pra cima”). Se esse é o seu caso, use e abuse dessa ferramenta.

    Email marketing

    Se a sua loja ainda não investe em email marketing, está na hora de rever isso! Esse canal pode representar até 20% do faturamento de um ecommerce.

    Se você ainda não tem uma lista, o primeiro passo é colocar um campo para cadastro em local visível no site – e preferencialmente em todas as páginas.

    Ter um pop-up de entrada também é importante. Mas ao criá-lo, certifique-se que existe um botão fechar em local visível e que ele não cobre toda a tela, especialmente no mobile.

    + Inbound Marketing para e-commerce: estratégias práticas para aplicar agora mesmo

    Comece enviando pelo menos uma vez por semana e vá aumentando gradativamente. Você pode enviar e-mails todos os dias, desde que tenha um bom conteúdo.

    Segmentar seus envios também é uma boa ideia, mas só vale se sua lista já tiver um número substancial de inscritos.

    Se você tem lojas físicas, peça o email de seus clientes no momento da compra. Você pode oferecer algum brinde ou desconto para incentivá-lo.

    Campanhas no Facebook: o que analisar para vender mais

    Ao analisar campanhas do Facebook, é muito comum olharmos apenas a parte da receita, esquecendo outras métricas cruciais para diagnosticá-la.

    O primeiro item que devemos olhar é o CTR (taxa de clique, que é a divisão entre impressões e a quantidade de cliques). Um bom CTR gira em torno de 1-3%. Se estiver mais baixo que isso, é um sinal amarelo.

    Um CTR baixo pode indicar diversas coisas, como:

    • Público selecionado não está adequado;
    • Criativo não está chamando a atenção da audiência;
    • Oferta: o que está sendo oferecido não é interessante para a audiência selecionada.

    Revendo essas questões é possível melhorar o CTR.

    Outro ponto a ser levado em consideração em relação às campanhas é o objetivo da campanha. Cada objetivo é ideal para um momento do negócio. Escolher o objetivo errado pode colocar tudo à perder.

    Se o CTR está bom, então é preciso olhar o site. Como já mencionei acima, analisar os pilares de conversão pode ajudar a entender porque o cliente não compra. Sugiro também usar uma ferramenta como o Hotjar, que grava a tela do usuário e nos dá alguns direcionamento sobre onde está o problema.

    Obviamente existem muitos outros pontos a serem analisados em uma campanha, mas partindo daí você já consegue ter uma boa ideia de como melhorar.

    Campanhas no Google: o que analisar para vender mais

    A análise de campanhas no Google não é muito diferente das do Facebook. Aqui também temos objetivos de campanha diferentes dependendo da necessidade do seu negócio.

    Existe uma coluna dentro das palavras-chave que indicam o Índice de qualidade de cada uma delas. Podemos avaliar três dimensões:

    CTR esperado: o Google classifica como: “a probabilidade de o seu anúncio receber cliques quando é exibido”. Aqui, é levado em consideração o histórico dos anúncios da conta.

    Experiência na página de destino: cada vez mais, a experiência do site é crucial para o Google (e para os clientes). Questões como velocidade e facilidade de uso são importantes para que o cliente converta – ou não. Uma das ferramentas que podemos usar para avaliar é o PageSpeed.

    Relevância do anúncio: segundo o Google: “avalia o nível de correspondência entre sua palavra-chave e a mensagem dos seus anúncios”. Quanto mais específico seu anúncio para a palavra-chave buscada, melhor. Teste diferentes formatos de anúncios e não se esqueça de criar um anúncio responsivo.

    Índices de qualidade muito baixos (menor que 7), indicam que sua campanha toda precisa ser revista. Avalie os seguintes pontos:

    • se seus anúncios contém a palavra-chave que você está anunciando;
    • se a página de destino está adequada (nem sempre enviar para a home é a melhor solução);
    • se seus anúncios contém a maior quantidade possível de extensões.

    + Google Shopping: como configurar

    SEO

    O SEO impacta não só no rankeamento orgânico do seu site, como também na experiência do usuário. Na verdade, todo o SEO é pensado focado na experiência do usuário.

    Antes de mais nada, precisamos fazer um diagnóstico do site, entendendo quais pontos precisam de melhorias. Sugiro duas ferramentas gratuitas para isso: GTmetrix e Screaming Frog.

    O GTmetrix nos mostra pontos de melhoria quanto à performance do site – como já mencionei, esse é um ponto crucial na experiência do cliente online.

    O Screaming Frog faz uma varredura no site e traz dados como: URLs quebradas, conteúdo duplicado, análise de titles e descriptions, e muitos outros. A versão gratuita permite varrer até 500 URLs.

    Outra ferramenta crucial nesse processo é o Search Console, do próprio Google. Depois que seu site for verificado, podemos ver o desempenho do site nos resultados de busca, a experiência na página e a cobertura, ou seja, quantas páginas foram indexadas e se existe alguma com erro.

    Com esses dados, fica mais fácil saber quais problemas atacar primeiro.

    Escrevi um outro post falando mais sobre SEO para e-commerce, quais seus pilares e como fazer para otimizá-los. Vale a leitura!

    Parte 2: on-site – os Pilares de Conversão no E-commerce

    Quando identificamos que todos os canais estão com taxa de conversão baixa é preciso dar um passo para trás e analisar a loja como um todo. Questões como frete, pagamento, usabilidade, política de troca e devolução, velocidade de carregamento, entre outros, impactam diretamente na conversão.

    Para avaliar esses itens, eu utilizo um checklist com mais de cem itens que criei que envolve os diversos aspectos que impactam na conversão, conforme mencionei acima. Com esse checklist, dou notas para cada item e ao final somo um percentual de otimização. Assim, fica mais fácil saber onde atacar primeiro.

    Na minha consultoria, utilizo os Pilares de Conversão do E-commerce, que é dividido em quatro grandes grupos, e faz a análise da loja como um todo:

    1. Mix de produtos
    2. Campanhas
    3. Políticas comerciais
    4. Experiência

    Veja que esses pilares são analisados após o cliente entrar na loja, ou seja, eles não contemplam o tráfego (que falamos no tópico anterior).

    É importante entender que não existe somente um ponto que impacta nos resultados negativos de uma loja. Essa análise holística é crucial.

    Muitas vezes o problema não está na campanha do Google ou Facebook, mas nesse conjunto de itens que impactam na conversão. Aí não adianta mexer na campanha porque o resultado continuará o mesmo.

    Segundo uma pesquisa da Opinion Box, que entrevistou 2 mil pessoas, o frete grátis é a principal vantagem que os consumidores procuram em uma loja online.

    Quais fatores pesam mais na conversão?

    Certamente você deve estar se perguntando: e quais desses fatores pesam mais? Os mais importantes são:

    • Política de frete grátis;
    • Parcelamento;
    • Mix de produtos;
    • Usabilidade;
    • Checkout rápido, fácil e seguro;
    • Velocidade do site;
    • Fotos com baixa qualidade;
    • Produtos sem descrição ou com descrição muito curta;
    • Banners ruins na home ou desatualizados há muito tempo;
    • Vitrines desatualizadas.

    Obviamente que existem muitos outros, mas eu avaliaria esses para começar. Mais abaixo explico melhor alguns desses pontos.

    Analisar seus principais concorrentes também pode ajudar a ter insights para otimizar sua loja. É praticamente impossível ter nota 10 em todos os itens. Por isso que ter um posicionamento claro e diferenciado ajuda e muito na hora de convencer seu visitante a se tornar um cliente.

    3. Falta de campanhas de frete grátis

    Como a pesquisa indica, o frete grátis é o principal ponto que leva um cliente a escolher uma loja. Obviamente que é inviável dar frete grátis em todas as compras, então é necessário encontrar as estratégias que funcionam melhor para sua loja/segmento.

    Muitas vezes, as campanhas de frete grátis mudam com o tempo, principalmente se você já estiver dando desconto nos produtos. É importante encontrar o equilíbrio entre as duas coisas. Então, minha dica é: teste sempre!

    Outra dica: mostre para o cliente quanto falta para ele ganhar o frete grátis. Isso o incentiva a comprar mais.

    Já falei sobre estratégias de frete grátis em outro post, então você pode conferir o conteúdo completo lá.

    4. Falta de confiança na loja

    Lojas novas têm muito mais dificuldade de vender simplesmente porque as pessoas não sabem se podem confiar nela. Com tantos golpes online, o cliente fica receoso.

    Como reverter isso? É importante que sua loja tenha um boa página institucional, contando sua história, se possível com fotos e vídeos.

    Outro ponto que ajuda e muito: depoimentos. Incentive seu cliente a avaliar sua loja e seus produtos. Se necessário, ofereça um bônus para uma nova compra para que ele avalie.

    5. Site lento

    A velocidade de carregamento é crucial hoje em dia, afinal, as pessoas não têm tempo a perder. A recomendação do Google é que a página carregue em até 3 segundos. Para medir a velocidade da sua loja use o Google Site Speed.

    Uma pesquisa interna da Amazon apontou que cada 1 segundo extra no carregamento acarretava numa perda de faturamento de US$ 1,6 bilhão por ano.

    Uma boa plataforma de e-commerce é crucial para ter um site mais rápido, além de escolher bons layouts. Você não precisa gastar muito para isso – a Nuvemshop oferece diversos templates totalmente gratuitos e otimizados.

    6. Fotos de má qualidade / descrições incompletas

    E-commerce não tem vendedor e o cliente não tem como pegar/ver o produto. Todo o aspecto sensorial da venda física não existe no online.

    Por isso, ter fotos de alta qualidade, mostrando todos os aspectos do produtos e ainda uma descrição completa é crucial. Se possível, faça vídeos dos seus produtos – ou pelo menos daqueles que são best sellers.

    É importante que o cliente encontre todas as informações facilmente, sem precisar procurar muito. Do contrário, a chance dele ir embora é muito grande.

    7. Visual merchandising ruim

    Da mesma forma que em uma loja física, o e-commerce também tem visual merchandising. Uma loja feia e bagunçada certamente vai vender bem menos (ou nem vender) do que uma loja bonita e organizada.

    Por isso, pense bem na categorização dos produtos e pesquise como seus principais concorrentes fazem a organização. Na dúvida, copie a categorização.

    Outro ponto crucial são os banners. Vejo muitas lojas com banners desatualizados ou mal diagramados. Os banners servem para chamar a atenção do cliente e direcionar o tráfego da home para produtos ou campanhas específicas.

    8. Checkout demorado e complicado

    Vejo muitos ecommerces com checkouts confusos e longos. Isso assusta o cliente e faz com que ele não finalize a compra. Escolher uma boa plataforma de e-commerce é fundamental para oferecer a melhor experiência para seu cliente. Uma das que eu mais indico é a Tray.

    banner-tray-novo

    A maioria das plataformas não permite a edição do checkout, então você deve escolher bem já que não poderá mudar muita coisa depois.

    O que é fundamental no checkout de um e-commerce?

    • Poucos campos de cadastro: peça apenas o essencial;
    • Não obrigue o cliente a criar uma senha: muitas plataformas já oferecem a finalização de compra sem senha, apenas com email e/ou telefone;
    • Ofereça atendimento: ter formas de contato no checkout é crucial. Coloque telefone/WhatsApp e um chat, se possível;
    • Dados da loja: os dados da loja, como CNPJ, razão social e endereço, devem aparecer – essa, inclusive, é uma regra da Lei do E-commerce;
    • Depoimentos e avaliações: mostre depoimentos de outros clientes para criar confiança.

    Fiz um post falando sobre carrinho abandonado em que abordo melhor alguns desses pontos.

    9. Não ter um posicionamento claro

    Com uma infinidade de lojas, ter um posicionamento claro e diferenciais realmente distintos fazem toda a diferença.

    O cliente precisa ter uma visão clara do porquê comprar de você – e não do seu concorrente. Como ecommerces não têm vendedor, é ainda mais importante que esses diferenciais estejam claros na sua comunicação – e, preferencialmente visíveis em todas as páginas.

    11. Não oferecer atendimento rápido

    O cliente hoje tem pressa. Por isso, ter um atendimento rápido e de qualidade faz toda a diferença. O WhatsApp é uma das principais ferramentas para atendimento, mas também existe o Jivochat, que tem como diferencial oferecer a possibilidade de disparar o chat de acordo com determinados gatilhos, como o tempo na página.

    Outro ponto importante é oferecer o atendimento onde o cliente está. Ou seja, se as pessoas querem ser atendidas pelo Instagram, você deve estar lá. É muito chato quando o cliente precisa ficar peregrinando por diversos canais até ser atendido.

    12. Tentar reproduzir as mesmas estratégias das lojas físicas

    Já atendi – e atendo – diversos clientes com lojas físicas. E muitas vezes eles querem replicar as mesmas estratégias no e-commerce, o que nem sempre funciona.

    É importante entender que o cliente digital tem outras demandas do que o cliente físico – ainda que muitas vezes seja o mesmo cliente. No digital, a concorrência é muito maior e o cliente pode rapidamente comparar preços e condições entre diversas lojas.

    Por outro lado, não é benéfico que a loja física compita com a loja online. O cliente hoje é omnichannel e ele quer ser atendido em qualquer canal. Se o e-commerce é mais vantajoso que a loja física, por que o cliente vai comprar no físico?

    Já vi lojas que faziam liquidação apenas no online. Dessa forma, você mata sua loja física.

    É preciso testar as estratégias que funcionam melhor no físico e digital e que elas estejam totalmente integradas.

    13. Layout com problema no desktop e/ou mobile

    Eu vejo com frequência ecommerces que estão com problema no layout ou no mobile, ou no desktop e até em ambos. Sempre teste todas as mudanças que fizer em ambos os dispositivos – celular e desktop. Apesar de cerca de 80% das vendas serem concluídas no celular, a versão desktop não deve ser deixada de lado.

    14. Não é possível calcular o frete antes de concluir a compra

    Esse erro está cada vez mais comum, infelizmente. O cliente só consegue calcular o custo do frete e o prazo de entrega depois que coloca todos os dados.

    Você deve oferecer a ferramenta de cálculo já na página do produto e também no carrinho. Se é necessário preencher todos os dados para saber o frete, o cliente simplesmente vai embora.

    15. Estoque sempre quebrado

    Pode parecer óbvio, mas ter estoque dos principais produtos é importante para não perder vendas. Vejo muitas lojas com grade quebrada com frequência ou até mesmo mandando o cliente para uma página em que boa parte dos produtos está sem estoque.

    Alinhe isso antes de fazer uma divulgação – como uma campanha no Google ou Facebook. Se não há estoque suficiente, repense a estratégia.

    Dicas práticas para recuperar suas vendas

    1. Analise seus concorrentes: olhar o que a concorrência está fazendo pode te dar muitas ideias. Às vezes sua concorrência está oferecendo melhor preço ou um frete grátis mais atrativo. Nem sempre é possível cobrir a oferta, mas você pode criar estratégias para contornar isso.
    2. Faça testes de navegação: será que a navegação do seu site é intuitiva? A maioria dos ecommerces que eu atendo tem problemas de layout. Será um botão ou banner que não funciona, ou a categorização errada dos produtos, ou até mesmo um layout que não transmite confiança. Você pode convidar pessoas que já compraram para dar suas opiniões ou recrutar pessoas que nunca navegaram na loja para te trazer insights.
    3. Faça pesquisa: entender como seu cliente pensa é fundamental para o sucesso. Por isso, você pode conduzir uma pesquisa entre quem comprou e quem abandonou o carrinho, por exemplo, e entender quais pontos fizeram a pessoa comprar e por que algumas desistiram.
    4. Peça avaliações: as avaliações têm um grande poder na hora da compra. Peça para que as pessoas avaliem e quem sabe dê uma recompensa por isso (um cupom de desconto, por exemplo). Algumas plataformas de e-commerce, como a Nuvemshop, possuem uma ferramenta de avaliações nativa.

    Perguntas frequentes

    Por que meu e-commerce não vende?

    Muitos ecommerces não vendem por falta de planejamento e investimento. É preciso conhecer bem o público-alvo da sua loja e ter ofertas atrativas para atraí-lo. O investimento em mídia paga – Google e Facebook – também são cruciais.

    Como fazer um e-commerce vender mais?

    Existem muitas estratégias para fazer um e-commerce vender mais, entre elas: investir em mídia, otimizar seu site para SEO, fazer email marketing, ter estratégias de recuperação de carrinho, ter fotos e conteúdos atrativos, entre outros.
  • Sacolinha do Instagram: como funciona e como configurar

    Sacolinha do Instagram: como funciona e como configurar

    O Instagram é a maior rede social do Brasil – são 113 milhões de usuários ativos. Esse número representa 63,6% da população acima de 13 anos – idade mínima para entrar na rede.

    A rede social de fotos (e vídeos!) tem se tornado cada vez mais relevante para o varejo, inclusive no ecommerce. Para potencializar esses resultados, o Insta tem a função de sacolinha. Com ela, você pode marcar os produtos disponíveis no seu e-commerce redirecionar os usuários direto para eles. Ainda é possível salvá-los, criando uma lista de desejos.

    O Instagram vem testando em outros países a opção de comprar direto pela rede, mas essa função ainda não está disponível no Brasil.

    Ativando a sacolinha você já ativa a aba de compras no Facebook e ainda pode cadastrar seus produtos no WhatsApp.

    Tudo o que você precisa saber sobre a sacolinha do Instagram abaixo!

    O que é a sacolinha do Instagram – Instagram Shoping

    A sacolinha do Instagram (ou Instagram Shopping) é a loja da sua empresa no Instagram. Com ela, você poderá marcar seus produtos em seus posts, tanto no feed quanto nos stories, e redirecionar o cliente para seu site ou então para o direct.

    O Instagram está testando uma funcionalidade de checkout dentro da própria plataforma, sem a necessidade do cliente sair do Instagram para finalizar sua compra. No Brasil, essa funcionalidade ainda não está disponível.

    Checkout no Instagram

    Por enquanto, o usuário é redirecionado para sua loja online ou então para um chat no Facebook, Instagram ou WhatsApp.

    Por que ativar a sacolinha?

    Como disse, o Instagram é a principal rede social no momento e uma das principais geradoras de tráfego para ecommerces, principalmente no segmento de moda e acessórios.

    Ao marcar os produtos nas publicações, você facilita que o cliente encontre o produto e já seja redirecionado para sua loja. Além disso, reduz as dúvidas sobre preços – já que basta que a pessoa toque na publicação para ver as informações.

    Requisitos para configurar sua sacolinha do Instagram

    Antes de começarmos, é importante se atentar para os requisitos exigidos pelo Facebook para criar sua loja.

    • Cumprir as políticas do Facebook;
    • Ter um perfil comercial no Instagram – veja mais abaixo como fazer isso;
    • Vincular seu perfil do Instagram à página do Facebook – veja mais abaixo o tutorial;
    • Ter um site;
    • Vender produtos físicos.

    Como transformar um perfil pessoal em comercial no Instagram

    Acesse as configurações do Instagram (pode ser no aplicativo ou no desktop). Rolando a página vai aparecer a informação “Mudar para conta profissional”.

    Na próxima tela, escolha “Comercial”.

    Avance e depois você vai escolher qual é categoria que se encaixa seu perfil. Sugiro utilizar “Compras e varejo”. Está pronto!

    Como vincular o perfil do Instagram a uma página do Facebook

    Abra sua página no Facebook e clique em “Configurações”.

    Ao abrir a tela, clique em “Contas vinculadas”.

    Depois clique em “Instagram” e “Conectar conta”. É só dar as permissões necessárias e está pronto.

    Como ser aprovado na sacolinha do Instagram?

    Embora a aprovação dependa exclusivamente do Facebook, existem algumas questões que aumentam suas chances. São elas:

    • ter uma página no Facebook;
    • ter um perfil pessoal vinculado à página do Facebook, com no mínimo 100 amigos;
    • ter uma conta comercial no Instagram com pelo menos 200 seguidores e 8 publicações.

    Mesmo cumprindo esses requisitos o Facebook pode reprovar o recurso, especialmente se entender que sua empresa não é confiável. Se isso acontecer, espere algumas semanas e tente novamente.

    Como saber se a sacolinha do Instagram foi aprovada?

    Para saber se o Facebook aprovou o recurso de sacolinha, você deve abrir seu gerenciador de negócios e depois clicar em gerenciador de comércio.

    Ao abrir o gerenciador de comércio, você deve escolher o catálogo que deseja verificar:

    Depois, você vai escolher Lojas do lado direito e aparecerá uma bolinha verde, se for aprovado, ou vermelha, se reprovado. Se reprovado, você poderá solicitar uma nova análise.

    O que fazer se minha loja for reprovada?

    Primeiro você pode tentar fazer uma contestação na própria conta. Muitas vezes, o catálogo é reprovado sem um motivo aparente. É importante que seu site esteja totalmente funcional, com preços, descrições, fotos e o carrinho funcionando. Não tente enviar a loja para aprovação sem antes finalizar seu site.

    Um dos motivos que podem levar a reprovação é que sua conta no Instagram tem poucos seguidores ou é muito nova. Dessa forma, é necessário esperar algumas semanas para tentar novamente.

    Infelizmente o Facebook não tem um canal direto de suporte para a maior parte das contas. No entanto, você pode acessar esse link e tentar falar com um representante.

    + Precisa de ajuda? Conheça minha consultoria personalizada para ecommerces

    Como colocar a sacolinha do Instagram: passo a passo completo

    Vamos aprender passo a passo a configurar sua loja. São diversos passos mas, uma vez configurado, você não precisa mais se preocupar!

    https://www.youtube.com/watch?v=mgcnO8lZxio

    1. Crie uma conta Business

    Caso você não tenha, é necessário ter uma conta no Business Manager (Gerenciador de negócios do Facebook). Você pode usar seu login no próprio Facebook.

    Após criar ou fazer login na sua conta, clique nas Configurações de negócio, do lado esquerdo da tela.

    Na aba “Contas”, clique em “Páginas” e depois “Adicionar uma página”. Você deve adicionar a página do seu negócio.

    Faça o mesmo na aba “Contas de anúncios” (se não tiver uma conta, crie uma) e na aba “Instagram”.

    Depois vá até a aba “Fontes de dados” e clique em “Catálogos”. Aqui você vai criar seu catálogo de produtos.

    2. Crie um catálogo de produtos

    O primeiro passo é ter um catálogo de produtos. Você pode cadastrar seus produtos manualmente ou então usar um arquivo XML, que é atualizado automaticamente (esse arquivo será fornecido pela sua plataforma de e-commerce).

    Depois de criado, clique no botão “Abrir no Gerenciador catálogos”, do lado superior direito da página. Abrirá uma nova aba, como no print abaixo:

    Clique gerenciar nas fontes de dados e abrirá uma nova tela:

    Caso você queira cadastrar produto por produto, escolha a primeira opção. A melhor opção é usar o carregamento em massa, em que você poderá usar uma planilha do Google ou um arquivo XML.

    Siga o passo a passo das configurações e seu catálogo estará pronto! Após o carregamento, você poderá ver se existem erros nos seus produtos do lado direito da página onde está “Problemas”.

    Mais abaixo eu detalho a configuração nas principais plataformas de e-commerce do mercado brasileiro.

    3. Como criar sua loja no Instagram

    Agora sim você criará sua loja! Clique em “Lojas” e depois “Ir para lojas”:

    Nas telas seguintes, você deverá escolher entre a finalização de compra no seu próprio site ou por mensagem, escolher seu conta comercial (Business) e seu catálogo. Caso você ainda não tenha criado, poderá criar nesse momento.

    Sua loja está pronta!

    + Carrinho abandonado: o que é e como reverter no e-commerce

    Como editar o estilo da sua loja no Instagram

    Agora que sua loja está pronta é hora de dar o toque da sua marca. É possível trocar cores, fontes e o estilo dos botões. Para isso, clique em “Lojas” e depois “Editar”:

    Na tela abaixo você é possível editar o estilo da loja:

    Ainda é possível mudar o layout da loja, acrescentando produtos em destaque ou coleções específicas.

    + Google Shopping: aprenda a configurar [tutorial completo]

    Como criar coleções no Instagram Shopping

    Com as coleções, é possível criar grupos de produtos (por exemplo, produtos de uma mesma coleção ou então produtos em promoção). Como o Instagram não exibe todos os produtos cadastrados na aba Shopping, as coleções podem te ajudar a exibir aqueles produtos que são mais interessantes para seu negócio no momento.

    Para criar um conjunto, vá até o gerenciador de comércio e clique em “Catálogo” e depois “Conjuntos”. Abrirá a seguinte tela:

    Você pode escolher entre duas opções:

    • Usar filtros: com essa opção, seu conjunto é atualizado automaticamente de acordo com as regras que você definir.
    • Selecionar os itens manualmente: aqui, você vai selecionar manualmente e se quiser incluir ou excluir produtos, deverá fazê-lo manualmente.

    Como colocar o preço do produto no Instagram?

    Para mostrar o preço do produto no seu post, você deverá marcá-lo. Você pode marcar produtos no feed e nos Stories.

    Para marcar nos posts do feed:

    Quando for publicar, vai aparecer a opção “Marcar”. Aí é só escolher o produto.

    Já nos Stories, existe uma figurinha para Compras, como na foto abaixo. Aí é só escolher o produto.

    + Meu e-commerce não vende! E agora? Confira estratégias

    Configurando a sacolinha na sua plataforma de e-commerce

    Algumas plataformas de e-commerce facilitam o processo de integração com o Gerenciador de comércio, exigindo apenas alguns cliques para configurar tudo. Abaixo, detalho nas três principais:

    Sacolinha do Instagram na Nuvemshop

    Acesse seu admin da Nuvemshop e no menu lateral clique em “Canais de venda” e depois “Facebook Shop”. Depois, clique em “Gerar catálogo”

    Na próxima etapa, você vai conectar com sua conta do Facebook e seguir o passo a passo mostrado na tela. E está pronto!

    Sacolinha do Instagram na Tray

    Na Tray, pelo menu lateral, acesse: Marketing > Facebook e Instagram. Vai abrir a seguinte tela:

    instagram-shopping-tray

    Clique em começar. Na janela seguinte, você deverá dar as permissões necessárias para a criação do catálogo. Após a conexão, é necessário entrar na sua conta do Facebook e fazer a verificação da mesma.

    Sacolinha do Instagram na Loja Integrada

    O primeiro passo é instalar o app Facebook Anúncios Dinâmicos, acessando por: Soluções > Aplicativos.

    Ao clicar em instalar, vai aparecer a seguinte tela:

    Você vai escolher quais produtos deseja exibir na sua lojinha do Insta. Sugiro colocar todos os produtos da loja, inclusive as variações, marcando a opção “Listar também as variações dos produtos e não apenas o produto principal”.

    Salve as alterações e depois clique “Gerar URL”. Depois, você vai para o Gerenciador de comércio do Facebook e colar essa URL ao criar seu catálogo (veja o passo 2).

    Sacolinha do Instagram na Shopify

    O primeiro passo para adicionar seus produtos da Shopify para seu Instagram é instalar esse app.

    Depois, é só clicar em “Iniciar configuração”. Aí você vai conectar sua conta do Facebook com a Shopify e selecionar seu perfil do Instagram que deverá ser conectado.

    Por último, você deve escolher seu Pixel. Se você ainda não criou um, acesse tutorial.

    Aí você vai enviar para análise e aguardar a aprovação do Facebook.

    FAQ – Perguntas frequentes sobre a sacolinha do Instagram

    Quanto tempo demora para o Instagram aprovar a sacolinha?

    Pode levar até 4 semanas para que o Facebook aprove sua loja. Porém, esse prazo costuma ser de alguns dias. Fique de olho no gerenciador de negócios.

    É preciso ter um site para colocar a sacolinha do Instagram?

    Sim, você deve ter um e-commerce para poder vincular a sua conta no Gerenciador de comércio.

    Quantos produtos posso marcar por postagem?

    O Instagram tem um limite de produtos que podem ser marcados em cada post, de acordo com o tipo de post.
    – Foto ou vídeo único (feed ou stories): até 5 produtos;
    – Carrossel: até 20 produtos;
    – Reels: até 30 produtos.
  • Google Merchant Center: como configurar [tutorial completo]

    Google Merchant Center: como configurar [tutorial completo]

    Principais pontos do artigo:

    • O que é o Google Merchant e como ele pode ajudar sua loja a vender mais sem investir em tráfego;
    • Como criar uma conta no Google Merchant;
    • Como configurar o Google Merchant em sua plataforma de ecommerce.

    Desde o ano passado, o Google Shopping passou a ser gratuito no mundo todo. Se antes era necessário pagar para aparecer, através de campanhas do Google Ads, agora é possível que seus produtos apareçam sem gastar nada.

    Os resultados pagos continuam existindo, mas os resultados orgânicos abriram caminhos para pequenos negócios que desejam utilizar dessa poderosa ferramenta para vender mais.

    O que é o Google Shopping

    O Google Shopping é uma espécie de comparador de preços que aparece na busca do Google. Dependendo da palavra-chave buscada o resultado já aparece no topo da página – veja o exemplo:

    Os resultados do Shopping aparecem com grande destaque na página e é possível navegar pelo carrossel antes de abrir a página dedicada, com mais resultados – o mesmo acontece no mobile. Em alguns casos, os resultados aparecem do lado direito no desktop.

    Esses resultados do topo são os resultados pagos, através de campanhas do Google Ads. Existe um tipo de campanha específica para Shopping e você pode escolher quais produtos deseja exibir. Ou seja, você tem maior controle do que quer anunciar.

    A página de resultados do Shopping permite filtrar os resultados e também exibe os resultados não patrocinados, logo abaixo do carrossel.

    Para aparecer nos resultados orgânicos e otimizar suas campanhas pagas, é importante investir em SEO. Quanto mais otimizados seus produtos, menor o custo de suas campanhas e maiores as chances de aparecer.

    + E-commerce de moda: passo a passo para começar

    O que é o Google Merchant Center

    O Google Merchant Center é a ferramenta do Google para gerenciar seus produtos. É através dela que você cadastrará os produtos disponíveis na sua loja e que, posteriormente, serão exibidos na busca do Google.

    O jeito mais comum de cadastrar seus produtos é fazendo a integração com sua plataforma de e-commerce – mais abaixo eu explico como.

    Benefícios do Google Merchant Center

    1. Aumenta a chance de exposição de sua loja: ao cadastrar seus produtos, você aumenta e muito suas chances de expor sua loja para milhões de consumidores.
    2. É de graça: você não precisa pagar nada para se cadastrar e começar a aparecer.
    3. Encontra clientes no momento da compra: o Google Shopping é justamente focado em pessoas que estão procurando por determinados produtos, ou seja, são clientes com alta probabilidade de conversão.
    4. Mostre seu estoque local: tem loja(s) física(s)? Você pode conectá-la e mostrar os produtos disponíveis nessa loja.
    5. Descubra sua competividade: através da ferramenta de análise do Merchant Center, você pode descobrir a competitividade do seu inventário, incluindo preço e demanda no mercado.
    6. Mostra seus produtos para quem já visitou sua loja: você poderá criar um remarketing dinâmico exibindo seus produtos para quem já visitou sua loja na Rede de Dispaly do Google;
    7. Exibir as avaliações da sua loja na pesquisa do Google.

    Requisitos para se cadastrar no Google Merchant Center

    Para cadastrar sua loja no Google Shopping é necessário cumprir alguns requisitos:

    • Ter uma conta Google;
    • Ter uma conta no Google Merchant;
    • É preciso vender produtos físicos;
    • É preciso ter um site para a finalização da compra (não serve WhatsApp ou Instagram).

    + Plataformas de e-commerce: confira análises e comparativos completos

    Atributos obrigatórios

    Alguns atributos são obrigatórios no cadastro do produto para que o Google aprove, são eles:

    • ID (código);
    • Título (title): nome do produto;
    • Descrição (description): descrição do produto;
    • Link: link do produto;
    • Imagem (image_link): link da imagem do produto;
    • Disponibilidade (availability):
    • Preço (price): preço do produto;
    • Marca (brand): marca do produto;
    • GTIN: é o código de barras informado pelo fabricante. Alternativamente, é possível usar o campo MPN.

    Os atributos abaixo são obrigatórios para produtos roupas, acessórios e calçados – sem eles, seus produtos não serão exibidos:

    • Gênero (gender): é possível usar os seguintes valores: unissex, masculino ou feminino.
    • Faixa etária (age_group): recém-nascido, 3 a 12 meses, 1 a 5 anos, infantil ou para_adultos.
    • Para os dois atributos acima, é necessário seguir exatamente a nomenclatura exigida pelo Google.
    • Cor (color): são aceitos valores escritos por extenso, como preto ou vermelho. Caso tenha mais de uma cor, você pode separá-las com uma barra, assim: Preto/Vermelho.
    • Tamanho (size): é necessário que o tamanho se encaixe nos padrões do Google. Encontre aqui.
    • Categoria (google_product_category): não é um atributo obrigatório mas é altamente recomendado, a fim de otimizar seus resultados, principalmente se você for anunciar no Google Ads.

    Nessa página você encontra todos os atributos disponíveis e as especificações para cada um. Recomendo que essa lista de atributos obrigatórios seja analisada no momento do cadastro dos produtos, para evitar retrabalho.

    Aliás, quanto mais atributos você fornecer, melhor.

    + Sacolinha do Instagram: como configurar

    Como acessar o Google Merchant Center

    Para acessar o Merchant Center, é necessário ter uma conta do Google (pode ser utilizado um Gmail ou então qualquer outro email). Se você não tem uma conta Google, clique aqui e crie uma.

    Como criar uma conta no Google Merchant Center

    Para criar uma conta no Merchant Center, você deve ter uma conta do Google. Não é necessário ter um Gmail. Você pode criar uma conta do Google com qualquer email.

    Clique aqui para criar sua conta do Google.

    Com essa conta você poderá utilizar todos os serviços do Google, como Ads e Analytics. O ideal é que você use a mesma conta para tudo: Ads, Analytics, Merchant etc.

    No próximo tópico, darei mais detalhes sobre a criação do Merchant Center.

    Como adicionar produtos no Google Merchant Center

    Agora que sabemos da importância do Google Shopping para o e-commerce e as diretrizes, é hora de aprender a configurar. São algumas etapas e essas configurações servem tanto para os resultados orgânicos quanto para anunciar no Google Ads.

    Você deve criar uma conta na Merchant Center. Essa conta ficará vinculada à sua conta do Google. Recomendo usar a mesma conta do Google Ads e Google Analytics, já que depois faremos a vinculação entre elas.

    Passo 1: começando

    Ao abrir o Merchant Center, você verá a seguinte tela:

    Você deverá marcar que vende online e colocar a URL do seu site – ter um site é obrigatório.

    Passo 2: preencha o país

    Preencha o nome da sua empresa (você poderá alterar depois). Aqui, pode ser o nome fantasia. Escolha o(s) país(es) em que irá vender.

    Passo 3: preencha as informações da loja

    Você verá a tela inicial do Merchant Center e deverá seguir o passo a passo mostrado na tela. Lembrando que é imprescindível preencher tudo:

    O primeiro passo é preencher seu endereço comercial. Esse mesmo endereço deve constar no rodapé do site e, se possível, ser o mesmo endereço cadastrado em seu CNPJ.

    Também é necessário preencher o telefone da empresa, que deverá ser confirmado. A mesma dica acima: esse telefone deve constar no rodapé do site em todas as páginas.

    Passo 4: confirmando seu website

    É necessário confirmar que você possui acesso a esse site. Para isso, você pode fazer a verificação colocando uma tag em todas as páginas do site ou vinculando com o Google Analytics.

    É importante que seu site tenha uma página com a política de trocas e devoluções, além do CNPJ, razão social, endereço e telefone no rodapé de todas as páginas.

    Passo 5: enviando seus produtos

    A última etapa é incluir seus produtos. A forma escolhida vai depender da sua plataforma de ecommerce.

    A opção mais comum – e mais recomendada – é a primeira: adicionar produtos do seu arquivo.

    Após a inclusão, você deverá aguardar o prazo para que o Google revise seus produtos, o que pode levar até uma semana.

    Passo 5

    Após a revisão do Google, entre novamente na sua conta e clique em Produtos > Requer atenção. Aqui, você verá quais produtos foram aprovados, quais foram reprovados (sinal vermelho) e também verá um sinal amarelo, que indica quais produtos foram aprovados mas que contém algum erro no seu cadastro.

    Se tudo estiver certo, seus produtos já estarão aptos a aparecerem na listagem gratuita do Google Shopping.

    + Precisa de ajuda? Conheça minha consultoria em e-commerce

    Como anunciar seus produtos no Google Ads / Google Shopping

    Agora que configuramos o Merchant Center, vamos aprender a vincular sua conta com o Google Ads para anunciar.

    Na barra lateral clique em Campanhas publicitárias. Você deverá linkar com sua conta do Google Ads. Se você não tiver uma conta, poderá criá-la.

    O próximo passo é criar a campanha. Você pode criar diretamente no Merchant Center ou ir para o Google Ads, onde você terá opções mais avançadas.

    Para configurar no Google Ads, siga o passo a passo abaixo:

    Na tela principal do Google Ads clique no botão “mais”, nova campanha e na tela seguinte você deve escolher “Vendas”. No tipo de campanha, escolha “Shopping”.

    Depois disso, você terá duas opções: Campanha Performance Max e Campanha padrão do Shopping. Para quem está iniciando, eu recomendo a opção padrão do Shopping. Dessa forma, você poderá validar sua estratégia antes de anunciar em mais locais.

    Como anunciar no Google Shopping de graça?

    Ao cadastrar seus produtos no Merchant Center e após a aprovação do Google, seus produtos já aparecerão gratuitamente no Google Shopping.

    No entanto, com uma campanha paga suas chances de aparecer são maiores e você também aparece em destaque na página.

    Crie uma promoção para exibir em seus produtos

    Recentemente, o Google liberou uma função gratuita que permite exibir uma promoção da sua loja diretamente no Google Shopping – um cupom de desconto, por exemplo.

    Veja mais no vídeo abaixo:

    Para criar uma promoção, primeiro é necessário ativar o recurso. Na roda dentada, clique em Complementos. Na aba Descobrir, ative Promoções.

    Depois, volte para a página inicial, clique em Promoções e Criar uma promoção por vez.

    Passo a passo para criar sua promoção:

    1. Escolha o país e o idioma;
    2. Depois, escolha onde sua promoção deverá aparecer (resultados orgânicos ou pagos);
    3. Em seguida, escolha a categoria de promoção. O Google permite criar as seguintes: valor do desconto (R$), porcentagem de desconto, brinde ou frete grátis. Cada um dessas categorias mostra os tipos de promoções;
    4. Preencha os detalhes da promoção, como o título, que será mostrado aos clientes, e o ID, que não será mostrado (apenas para controle interno);
    5. Em seguida, você deve escolher em quais produtos sua promoção aparecerá. Você pode criar um filtro ou então exibir em todos os produtos;
    6. Depois, você pode escolher um código que será exibido aos clientes para ser aplicado em sua loja;
    7. Por último, escolha o período de exibição da promoção. O Google leva de 1 a 3 dias para analisar a promoção e disponibilizá-la.

    Confira o tutorial completo do Google sobre as promoções.

  • Métricas para e-commerce: quais são e como avaliar [2027]

    Métricas para e-commerce: quais são e como avaliar [2027]

    Você iniciou um e-commerce mas não tem certeza sobre quais métricas deveria estar analisando para ter a certeza de que está no caminho certo. Esse cenário é bem comum mas nunca é tarde para entender sobre quais dados são importantes para o sucesso do seu negócio.

    Muitas empresas iniciam no Marketing Digital para acompanhar a concorrência ou mesmo por estar na “moda”. Mas a verdade é que sem um bom planejamento, nada disso vai dar certo – não importa quanto você vai investir.

    Parte do planejamento é justamente fazer o diagnóstico das ações atuais. E é isso que ensinarei hoje. Antes de mais nada, é importante que você tenha todos os acessos da sua empresa: redes sociais, Google Analytics, Google Ads, RD Station e demais ferramentas que você utiliza. A captura dos dados pode mudar em cada ferramenta mas a lógica é sempre a mesma.

    Primeiro vou explicar as diferenças entre as métricas e depois explicar as mais importantes para que você monte seu relatório. Sugiro que você faça isso ao menos uma vez ao mês.

    Quais métricas para e-commerce importam: métricas de vaidade vs. métricas de negócio

    As métricas de vaidade

    Existem muitas métricas que podemos analisar em uma estratégia de Marketing Digital. Mas será que elas são realmente relevantes? Vejo muita gente trabalhando a todo custo para aumentar seguidores no Instagram ou inscritos no YouTube, mas será que esse número nos diz alguma coisa? Muitas pessoas que têm um grande número de seguidores nas redes sociais possuem baixo engajamento – como curtir ou comentar.

    Outro dado que não nos diz muita coisa é o número de visitantes do seu site. Um site com muitos visitantes não quer dizer muita coisa – mesmo que sua estratégia seja que as pessoas leiam seus artigos. Nesse caso, podemos pensar em métricas como: tempo de permanência no site, páginas/visita e taxa de rejeição.

    Essas métricas são métricas de vaidade – ou seja, infla o ego mas não nos diz se o negócio está no caminho certo. Elas são importantes mas dentro de um contexto. Muitas vezes precisamos analisar o número de visitantes do site para entender seu desempenho – teoricamente, quanto mais visitantes, mais conversões, mais clientes.

    Vamos falar sobre métricas de negócios – e é isso que eu vou te ensinar a medir.

    + E-commerce de moda: passo a passo para começar

    Métricas de negócio

    Como o próprio nome nos diz, as métricas de negócio dizem respeito ao sucesso do Marketing Digital em relação ao negócio. Por exemplo: se eu tenho mil visitantes no meu site mas uma taxa de conversão de visitantes para leads de 1%, isso significa que cada 100 pessoas que entram no meu site, apenas uma deixe seus dados de contato.

    Desses que deixam o contato, digamos que 10% se tornam cliente. No final das contas temos um cliente para mil visitantes do nosso site. Pode ser que um cliente seja de fato a minha meta – e essa é a meta do negócio: fechar novos clientes. Podemos dizer que uma métrica de negócio é o número de novos clientes que o Marketing Digital trouxe num determinado período.

    Abaixo vou explicar cada uma das principais métricas.

    Principais métricas para medir em seu e-commerce

    1. Número de novos clientes
    2. Receita de novos clientes
    3. Receita de clientes recorrentes
    4. Taxa de aprovação de pedidos
    5. Ticket médio
    6. ROI – retorno sobre o investimento
    7. ROAS – retorno sobre o investimento em anúncios
    8. CAC: custo de aquisição por cliente
    9. Valor do tempo de vida do cliente (Lifetime Value ou LTV)
    10. Taxa de abandono de carrinho
    11. Custo por clique (CPC)
    12. Custo de aquisição (CPA)
    13. Custo por sessão (CPS)
    14. Taxa de rejeição

    1. Número de novos clientes

    Quantos novos clientes sua empresa fechou em um determinado mês através do Marketing Digital? É importante acompanhar essa métrica de perto. Em muitos casos, podemos fazer esse acompanhamento diário ou até de hora em hora, como em um ecommerce.

    2. Receita de novos clientes

    Além de acompanhar a quantidade de novos clientes, é importante acompanhar quanto de receita esses clientes estão nos trazendo e aí calculamos o ticket médio (valor total da receita / dividida por número de clientes).

    Os dados acima você pode obter através da sua plataforma de ecommerce. Lembrando que o Google Analytics apenas nos mostra o número e receita dos pedidos e não de uma venda efetivada.

    3. Receita de clientes recorrentes

    Em casos em que vendemos mais de uma vez para um mesmo cliente, devemos também acompanhar esse dado. Essa métrica pode ser obtida dentro do Google Analytics e na sua plataforma de e-commerce, caso ela ofereça.

    + Inbound Marketing para e-commerce: estratégias práticas para aplicar agora mesmo

    4. Taxa de aprovação de pedidos

    É normal que o e-commerce tenha uma quebra entre pedidos realizados e pedidos aprovados. Portanto, acompanhar esse número é fundamental.

    O normal é que essa métrica fique entre 80-90% de pedidos aprovados. Se estiver muito abaixo disso, é preciso ter estratégias de aprovação, seja enviando novos lembretes de pagamento (no caso de boleto e PIX), seja trocando de intermediador de pagamento para obter taxas mais altas de aprovação nos cartões de crédito.

    5. Ticket médio

    O ticket médio é uma métrica muito conhecida por qualquer lojista – inclusive os de loja física. Essa métrica nos indica quanto cada cliente gasta, em média, na loja.

    Obviamente que quanto maior esse número, melhor. Em muitos casos, quando fazemos algum tipo de promoção, o ticket médio cai, podendo colocar em risco a saúde financeira do negócio. Portanto, é importante medi-lo periodicamente.

    Como aumentar seu ticket médio

    • Ofereça itens semelhantes no carrinho;
    • Crie kits de produtos;
    • Crie promoções com desconto progressivo;
    • Ofereça brindes.

    6. ROI: retorno sobre o investimento

    Dado extremamente importante que mostra quantas vezes seu investimento em Marketing está retornando para você. O cálculo é bem simples:

    (receita da vendas – investimento) / investimento

    Você pode fazer esse cálculo por canal (Google, Facebook) ou do investimento como um todo. Para aprender a fazer corretamente, leia meu artigo sobre o cálculo do ROI.

    + Meu e-commerce não vende! E agora? Confira estratégias

    Como aumentar o ROI no e-commerce?

    Existem diversas formas de aumentar o ROI. Como já fiz um artigo bastante completo sobre o assunto, você pode conferir lá minhas dicas.

    7. ROAS – retorno sobre o investimento em anúncios

    O ROAS é calculado sobre o valor investido em anúncio. Esse é o ROI da sua campanha. Ele é calculado dividindo a receita advinda dos anúncios pelo custo desses anúncios.

    (receita dos anúncios / custo dos anúncios) x 100

    O ROAS para públicos frios deve deve ser menor que 4 e para públicos quentes, maior que 7.

    Essa métrica indica a saúde das suas campanhas.

    8. CAC: custo de aquisição por cliente

    Quanto custa para sua empresa adquirir um novo cliente? Dependendo do seu ticket médio, esse investimento pode estar alto demais. Novamente, temos uma fórmula bem simples de ser feita:

    CAC = Investimento em Marketing e Vendas / Números de novos clientes conquistados

    Obviamente que seu CAC deve ser menor que seu ticket médio.

    9. Valor do tempo de vida do cliente (Lifetime Value ou LTV)

    O LTV indica quanto seu cliente gasta com você durante toda a sua vida. Esse é um dado mais complexo de se obter, principalmente se seu negócio está no início. É importante entender qual o potencial de recompra do seu produto e até incentivar essa recompra através de ações de Marketing.

    Para calcular essa métrica:

    LTV = Ticket Médio Mensal x Tempo Médio de Retenção de Cada Cliente

    Precisamos saber por quanto tempo, em média, seu cliente compra de você. Digamos que seja 10 vezes em um período de 24 meses. Então devemos multiplicar 10 pelo ticket médio (vamos dizer que seja R$ 180.

    Então temos: 10×180 = R$ 1800.

    Esse é o LTV do seu cliente, quanto ele traz de receita para seu negócio ao longo de toda sua vida como cliente. Você pode fazer esse cálculo anualmente. O ideal é o que LTV seja bem maior que o CAC.

    + Precisa de ajuda para aumentar sua taxa de conversão? Conheça minha consultoria para e-commerce

    10. Taxa de abandono de carrinho

    Você fez um grande esforço para trazer visitantes para sua loja e depois um esforço para que ele colocasse o produto no carrinho. Só que por algum motivo ele não finalizou a compra. Ele pode até ter ido à página de pagamento mas não confirmou a compra. Por que isso acontece?

    São muitos fatores. Por hora, é importante que você tenha esse dado:

    Taxa de abandono de carrinho = (quantidade de visitantes que não completaram o checkout / quantidade de pessoas que iniciaram o checkout) x 100

    Se 1000 pessoas iniciaram o checkout mas só 370 concluíram, a taxa de abandono seria: 37%.

    Como diminuir a taxa de carrinho abandonado?

    Já fiz um artigo completo sobre carrinho abandonado no e-commerce, portanto, vou trazer de forma resumida algumas estratégias que você pode adotar na sua loja:

    1. Tenha uma estratégia de frete grátis;
    2. Ofereça diferentes formas de pagamento e parcelamento;
    3. Crie gatilhos de urgência para a finalização da compra;
    4. Invista em ferramentas de recuperação de carrinhos.

    11. Custo por clique (CPC)

    Utilizamos em canais que cobram por clique – como Google ou Facebook. Ela é bem simples de ser calculada e normalmente a própria plataforma já nos apresenta o CPC.

    Investimento em mídia / número de cliques

    Se você investiu R$ 1000 em um determinado período e teve 100 cliques, seu CPC será: 1000 / 100 = R$ 10.

    Muita gente me pergunta quanto seria um bom CPC. A resposta é: depende. Precisamos analisar uma série de fatores para determinar se o CPC está adequado ou não. Uma das formas de entender seu CPC dentro do Google Ads é olhando as métricas de Índice de qualidade. Outra forma é medindo o CPA – veja abaixo.

    Como diminuir seu CPC?

    • Aprimore seus criativos (texto, imagem e/ou vídeo);
    • Revise suas palavras-chave;
    • Reveja a segmentação dos seus anúncios.

    12. Custo por sessão (CPS)

    O custo por sessão calcula exatamente quanto custa uma sessão para seu ecommerce. Você deve calculá-lo sobre as campanhas de mídia paga.

    Investimento em mídia / Sessões

    Na prática: R$ 1000 em investimento / 500 sessões = R$ 2,00 por sessão.

    Como diminuir seu CPS?

    • Melhore seu CTR;
    • Reveja as segmentações utilizadas nos seus anúncios;
    • Criativo atrativo;
    • Melhore sua copy.

    13. Custo de aquisição (CPA)

    Essa métrica ficou por último mas ela é de extrema importância. O custo de aquisição diz respeito especificamente a um canal – como Google Ads ou Facebook Ads. Digamos que você investiu R$ 1000 em Google Ads e fechou 5 vendas num determinado período. Seu CPA será R$ 1000 / 5 = R$ 200.

    CPA = Investimento em mídia (R$) / quantidades de vendas

    A partir disso, podemos ter uma ideia da saúde da sua conta de anúncios.

    Como diminuir seu CPA?

    Para diminuir seu CPA, reveja todas as métricas anteriores e as dicas de cada uma.

    14. Taxa de rejeição

    A taxa de rejeição de um site diz respeito ao número de pessoas que visitaram uma página mas não visitaram nenhuma outra – ou seja, a pessoa parou por ali. Quanto maior essa taxa, pior.

    Em um e-commerce, é importante que a pessoa navegue em seu site. Ainda que ela apenas visita a página de um produto antes de prosseguir com a compra, a taxa de rejeição será bem menor que 100%.

    Devemos analisar não só a taxa de rejeição do site como um todo mas também de páginas específicas – como a home ou as categorias. Em alguns casos, também devemos ficar de olho na taxa de rejeição dos produtos.

    O Google Analytics já traz essa métrica de forma automática.

    Como diminuir a taxa de rejeição do seu e-commerce?

    • Melhorar a velocidade de carregamento do site;
    • Vitrines interativas com os produtos mais comprados / visitados;
    • Banners atrativos, direcionando o visitantes para conteúdos de interesse.

    Ferramentas para acompanhar as métricas do seu e-commerce

    Google Analytics

    Essa é a principal ferramenta de analytics do mercado atualmente, para e-commerces de todos os tamanhos. Com o enhanced e-commerce é possível extrair dados como: vendas por categoria, vendas por marca, cupons utilizados e outros.

    Praticamente toda plataforma de e-commerce já tem integração nativa com o Google Analytics, bastando criar uma tag e colocar o script na sua loja.

    + Google Merchant Center: o guia completo

    Google Looker Studio

    O antigo Data Studio não é bem uma ferramenta de medição, mas de criação de relatórios. Com ela, você pode criar um dashboard em tempo real para seu ecommerce. Baixe um modelo de relatório.

    Dashgoo

    O Dashgoo é uma ótima ferramenta para criar relatórios, principalmente de mídia paga. Você pode criar relatórios automatizados, que são enviados por e-mail periodicamente, ou então um dashboard de mídia paga, reunindo dados de Google Ads e Facebook Ads, por exemplo.

    Navegg

    Quer ter uma melhor visão sobre o público que visita sua loja? A Navegg mostra dados demográficos e de interesse dos visitantes, indo além de informações como gênero ou idade.

    Plan D

    Essa ferramenta é um dashboard completo para seu ecommerce. Ela traz mais de 50 métricas que você pode combinar no seu painel. Além disso, se conecta com mais de 50 ferramentas, como Google Analytics, Google Ads e diversas plataformas de ecommerce.

    + Como aumentar a taxa de conversão no e-commerce? 10 estratégias que funcionam

    O que são KPIs para e-commerce?

    KPI, na sigla em inglês, significa: indicador-chave de performance. Ou seja, são indicadores que determinam o sucesso de um projeto, indicando a saúde do seu negócio e operação.

    Quais são os principais KPIs para e-commerce?

    São eles: CAC (custo de aquisição de clientes); ROI (retorno sobre o investimento); LTV (lifetime value); CPS (custo por sessão); taxa de abandono de carrinho.
  • Técnicas de SEO para e-commerce

    Técnicas de SEO para e-commerce

    Muito se fala da importância do SEO (Search Engine Optimization) para e-commerces. Porém, existe muita dúvida sobre o que deve ser feito para otimizar o site para que ele atinja o primeiro lugar. Vou falar de técnicas de SEO para que você implemente em seu e-commerce e tenha mais resultados através da busca.

    O que é SEO?

    Antes de mais nada, vamos entender o que é SEO. SEO nada mais do que: otimização para mecanismos de busca. É um conjunto de técnicas que visam posicionar o site orgânicamente (ou seja, sem pagar por anúncios). Funciona para sites, blogs e lojas virtuais.

    Essas técnicas são aprovadas e inclusive incentivadas pelo Google. Existem outras técnicas um tanto obscuras, chamadas de black hat, que não abordarei aqui, já que elas podem levar seu site a ser penalizado pelo buscador.

    Como o SEO ajuda na sua estratégia de links patrocinados (Google Ads)

    Otimizar seu site não ajuda apenas a conseguir mais trafégo orgânico, como também ajuda na sua estratégia de links patrocinados. Como?

    O Google Ads funciona basicamente como um leilão. Você dá um lance em uma determinada palavra-chave e o Google faz um cálculo baseado nesse lance para determinar sua posição na busca paga.

    Porém, diferentemente de um leilão tradicional, onde quem paga mais, leva, o Google usa o que ele chama de Índice de Qualidade (IQ) para determinar seu CPC (custo por clique) e sua posição no resultado.

    O Índice de Qualidade é determinado pelos seguintes fatores:

    1. Taxa de clique esperada: a probabilidade do seu anúncio ser clicado. Através dessa métrica, você pode entender se seu CTR está dentro do esperado ou não e a partir daí fazer ajustes;
    2. Relevância do anúncio: o anúncio que foi exibido para aquela busca está de acordo com o que foi buscado pelo usuário? Se ele buscou por tênis masculino e seu anúncio exibiu um texto falando de sapato, seu anúncio não é relevante para aquela busca;
    3. Experiência na página de destino: a facilidade de navegação e o tempo de carregamento são determinantes para obter nota máxima nesse fator. É nesse ponto que o SEO pode ser determinante.

    Esse Índice é recalculado a cada vez que o usuário faz uma busca e o resultado que você na sua conta é uma média calculada através de uma amostra dos anúncios.

    Para calcular o posicionamento do anúncio, o Google multiplica seu Índice de Qualidade pelo seu CPC máximo, chamado de Ad Rank, conforme a figura abaixo:

    O valor que você pagará por cada clique, chamado de CPC Real, é calculado da seguinte forma:

    Ou seja, quanto maior seu Índice de Qualidade, menos você paga por um clique. Lembrando que a fórmula exata o Google nunca divulga, então os fatores mencionados acima são aqueles que temos maior controle.

    Como funcionam os mecanismos de busca

    Antes de começar a falar sobre técnicas de otimização, é importante entendermos como a busca do Google funciona. Como ele classifica os resultados que aparecem no topo da página? Veja o vídeo abaixo que explica de uma forma bem didática esse funcionamento.

    São mais de 200 fatores que determinam o rankeamento de uma página e o Google processa em milésimos de segundos esses fatores para determinar qual página será exibida numa determinada posição.

    Periodicamente, o Google atualiza seu algoritmo para torná-lo mais relevante para os usuários. Afinal, se as pessoas não encontrarem o que procuram em poucos cliques, elas deixam de usar essa ferramenta tão poderosa.

    + Precisa de ajuda no SEO da sua loja? Conheça a consultoria em e-commerce

    Fatores de rankeamento

    Agora que entendemos o que é SEO, como ele impacta na sua estratégia de links patrocinados e como funcionam os mecanismos de busca, vamos falar dos fatores que são usados para determinar o posicionamento do seu site. Aqui, vou abordar os principais fatores de rankeamento, separados em dois pilares: SEO On page e SEO técnico. Considero essas técnicas básicas para qualquer site e você deve implementá-las desde o primeiro momento na sua loja virtual.

    SEO On page

    Esse é o feijão com arroz do SEO, ou seja, é o básico que você precisa fazer para ter sucesso. Se você tiver que escolher por onde começar, comece por aqui. Os fatores abaixo são relativamente fáceis de serem implementados na maioria das plataformas de e-commerce.

    URL

    A URL precisa conter a palavra-chave que você deseja rankear. Digamos que seja uma URL de categoria e nossa palavra-chave é “tênis masculino”, ficaria assim:

    www.exemplo.com.br/tenis-masculino

    Note que eu usei o hífen (traço) como separador, pois assim o Google entende que são duas palavras. O underline (_) não é entendido pelo buscador como um separador de palavras.

    A maioria das plataformas já é otimizada para isso, bastando você incluir a palavra-chave desejada.

    Title

    Novamente, devemos usar a palavra-chave na title. Quanto mais à esquerda, melhor. Seguindo com o exemplo da palavra-chave “tênis masculino”:

    Tênis masculino: lançamentos e ofertas – Nome da Loja

    O primeiro termo é justamente a palavra-chave desejada. Veja um exemplo do que não fazer:

    Nome da Loja – Tênis masculino: lançamentos e ofertas

    Uma dúvida muito comum é em relação à quantidade de caracteres que devemos usar na title. Em geral, 60 caracteres funcionam bem, sem que o Google “coma” sua title.

    Outro ponto bastante relevante é sobre como redigir sua title. Além de incluir sua palavra-chave, é interessante que ela seja atrativa, já que esse é o título que a pessoa verá no resultado da busca:

    tenis-masculino-Pesquisa-Google

    Note que todos os 3 primeiros resultados trazem exatamente a palavra-chave buscada em primeiro. O que vem depois varia de site para site. Não é porque seu resultado está em primeiro que, necessariamente, o usuário vai clicar. Trazer informações como descontos, frete grátis, parcelamento, entre outros, ajuda e muito a aumentar seu CTR. Vale a pena olhar para sua campanhas de Google Ads para tirar alguma ideias.

    + Google Merchant Center: o guia completo

    Meta description

    A description é o que aparece logo abaixo da title no resultado de busca. Usando o print acima como exemplo, temos a seguinte description para o site da Netshoes:

    Encontre Tênis Masculino de várias marcas e modelos, além de muitos outros produtos com descontos exclusivos. Confira! | Netshoes.

    Me parece que essa description foi gerada automaticamente, apenas incluindo a palavra-chave (o que é uma boa prática também). Sempre que possível, personalize sua description para cada página / categoria / produto.

    E qual é a importância da meta description? Ela não é um fator de ranqueamento, mas pode ajudar seu site a conseguir mais cliques, impactando no CTR (cliques / impressões). Portanto, é importante que ela seja bem pensada. Novamente, olhe para seus anúncios do Google Ads ou para os anúncios de seus concorrentes para tirar boas ideias.

    Lembrando que o Google pode ou não exibi-la junto do seu resultado, cabendo ao algoritmo escolher qual é o melhor texto. Em geral, descriptions mal escritas são substituídas pelo texto que o Google encontra na página.

    O número máximo de caracteres fica em torno de 160.

    Título da página

    Diferente da title, o título é o texto que é exibido dentro da página. Veja o exemplo em vermelho:

    O conteúdo dentro da página é de grande relevância para SEO e ter a palavra-chave exata nesse conteúdo ajuda. O exemplo acima é de uma página de categoria, mas isso serve para qualquer página do seu e-commerce.

    Heading tags

    As heading tags são marcações no código do site que indicam a hierarquia do conteúdo, através de títulos e subtítulos. As principais são: H1 e H2.

    Dentro do H1 é importante ter a palavra-chave que você deseja posicionar. No exemplo acima, seria: “tênis masculino”. Outro ponto de atenção é ter apenas uma tag H1 dentro da página. Preferencialmente, ela deve aparecer como a primeira heading tag da página, ou seja, antes do H2, H3 e assim por diante.

    É muito comum alguns sites colocarem o H1 no logo, o que é um erro. Para fazer essa verificação, sugiro a ferramenta MozBar.

    + Carrinhos abandonados: como revertê-los?

    Conteúdo na página

    A quantidade de conteúdo (texto) na página é de grande relevância para o buscador. E mais do que quantidade de conteúdo, é importante pensar em qualidade. Copiar e colar uma descrição de produto de outro site não contribui em nada para a relevância do seu site. O Google (e os usuários) gosta de conteúdos úteis e originais.

    Em um outro post dei o exemplo da Polishop, que trabalha muito bem a questão do conteúdo em suas páginas de produtos. Veja o print abaixo:

    descricao-produto-seo

    Também é importante pensar em conteúdo dentro das categorias. Veja o exemplo do Magazine Luiza:

    descricao-categoria-seo

    Além do conteúdo produzido internamente, existe um outro conteúdo que é riquíssimo dentro do e-commerce: aquele gerado pelo usuário. Reviews e depoimentos também ajudam a criar conteúdo relevante e único dentro da sua loja. Por isso, habilite essa opção na sua plataforma e incentive seus usuários a escreverem.

    Imagens

    No e-commerce, as imagens são importantes para além do rankeamento, já que elas permitem que seu cliente visualize o produto que está comprando.

    Imagens exclusivas e de boa qualidade ajudam não só seu cliente a comprar como também na estratégia de SEO. O nome do arquivo da imagem deve ser otimizado com a palavra-chave do produto (exemplo: tenis-de-corrida-masculino-nike). Não inclua caracteres especiais, como acentos, e use o hífen como separador das palavras.

    Além disso, a palavra-chave também deve estar presente no atributo alt, uma marcação no HTML que permite com que o Google identifique do que se trata essa imagem. Seguindo o exemplo, o atributo alt ficaria: tenis-de-corrida-masculino-nike.

    + E-commerce de moda: dicas práticas para começar ou otimizar suas estratégias

    Linkagem interna

    A linkagem interna ajuda o buscador a entender a hierarquia de páginas e a distribuir a relevância entre essas páginas. Por isso, é tão importante criar uma estrutura de categorias que seja coerente com a navegação do usuário para que ele encontre o que procura mais facilmente.

    Essa estrutura de categorias normalmente fica no topo da página (no menu) e esses links, aos olhos do buscador, são mais relevantes do que aqueles que estão no rodapé, por exemplo. Além disso, colocar os links mais importantes no topo facilita a navegação.

    Incluir o breadcrumb (trilha de navegação) também ajuda na otimização. Alguns sites incluem ainda uma nuvem de palavras, normalmente no rodapé da página, ajudando a criar links para outras páginas que são relevantes na estratégia de SEO.

    + Meu e-commerce não vende, e agora? Confira estratégias

    SEO técnico

    Aqui entra uma questão muito importante no SEO atualmente: tempo de carregamento da página. De nada adianta se preocupar com o conteúdo da sua página se ela não carregar rapidamente. Atualmente, o Google orienta que a página carregue em até 2 segundos.

    Cada segundo adicional no carregamento pode acarretar numa perda de 7% nas conversões. Além de que, 50% dos visitantes vão embora de sites que demoram mais do que 3 segundos para carregar (pesquisa da Kiss Metrics).

    Como medir o tempo de carregamento do seu e-commerce

    Existem diversas ferramentas que fazem essa medição, como: Google Site Speed, GTMetrix (minha favorita), Pingdom e WebPageTest. Cada uma apresenta diferentes relatórios, trazendo os principais pontos que devem ser otimizados.

    Com o GTMetrix, você pode criar uma conta e fazer análises periódicas para acompanhar seu desempenho. Além disso, ele permite que você escolha servidores aqui no Brasil para análise, o que deixa o resultado mais próximo do real.

    Veja um exemplo de análise:

    PageSpeed Score: essa é a avaliação oficial do Google. Logo abaixo nessa página ele mostra os pontos que precisam de melhorias. Veja abaixo:

    No exemplo da Netshoes, o GTMetrix aponta dois principais problemas: minificar JavaScript e ativar o cache do navegador. Algumas plataformas já oferecem essas funcionalidades nativamente. No Woocommerce, você pode usar plugins como o Hummingbird.

    Existem algumas questões que impactam no tempo de carregamento. Algumas delas:

    Servidor

    Esse é fator está diretamente ligado com a qualidade do servidor em que seu site está hospedado. Servidores dedicados

    Especificar validade do cache

    O cache armazena conteúdos de uma página para acesso de modo rápido. Após o primeiro carregamento, não é mais necessário requisitar ao servidor todos aqueles dados já carregados. Dessa forma, acelera o carregamento do lado do usuário.

    Essa é uma das principais estratégias para acelerar o carregamento de um site. A maioria das plataformas já tem essa função nativa. O ideal é que o cache fique armazenado por 1 ano.

    Minifique CSS, Javascript e HTML

    Reduzir o tamanho desses arquivos ajuda a carregar o site mais rapidamente. Além disso, mover esses arquivos para o rodapé da página também ajuda a otimizar.

    Ative a compactação gzip

    Essa compactação diminui o tamanho das páginas hospedadas em seu servidor, acelerando o carregamento. Você pode fazer isso dentro do servidor do seu site ou então diretamente na plataforma de e-commerce. Na dúvida, entre em contato com sua equipe de TI.

    Use uma CDN (Content Delivery Network)

    As CDNs armazenam seus dados em servidores espalhados pelo mundo, otimizando o carregamento deles. Os CDNs são muito utilizados para o armazenamento de imagens, que acabam requerendo uma grande quantidade de dados.

    Existem diversas CDNs e os preços variam de acordo com a quantidade de dados que seu site trafega por elas. Um exemplo bem comum de CDN é a Amazon CloudFront, o Google Cloud e a CloudFlare. A maioria das plataformas alugadas (se não todas) já usam CDNs.

    Tamanho das imagens

    Como disse acima, as imagens normalmente são os elementos com maior peso em um site (depois dos scripts). Se sua plataforma não oferece otimização nativa, vale a pena usar sites de terceiros para isso. Indico a TinyPNG (que também para jpeg) e a Compress JPEG.

    Sitemap XML

    O sitemap é exatamente isso: um mapa do seu site. Ele ajuda o buscador a encontrar mais facilmente suas páginas. Se sua loja possui muitas páginas, convém criar um sitemap por categoria. Uma boa prática é manter até 10.000 URLs para cada sitemap.

    Depois de criar, envie o sitemap para o Google Search Console.

  • Ferramentas para e-commerce em 2027: grátis e pagas

    Ferramentas para e-commerce em 2027: grátis e pagas

    Ferramentas podem ser grandes aliadas no resultado de seu e-commerce. Melhor ainda se elas forem gratuitas! Reuni nessa lista algumas das minha ferramentas favoritas que não custam nada. Algumas possuem limitações mas mesmo assim já são uma mão na roda. E a maioria custa bem pouco na versão paga.

    Você não precisa usar todas elas ao mesmo tempo. O importante é saber o que você precisa que seja feito e, dessa forma, encontrar a melhor ferramenta para isso.

    Separei entre ferramentas gratuitas e pagas. A maior parte possui recursos pagos, mas oferecem uma versão gratuita que pode funcionar em muitos casos.

    Plataformas de e-commerce

    Nuvemshop: a maior plataforma da América Latina. Possui um plano gratuito e planos pagos a partir de R$ 50/mês (com desconto para pagamentos trimestrais e anuais). Além disso, tem diversos templates gratuitos de grande qualidade.

    Tray: uma das maiores plataformas brasileiras, tem como grande destaque a integração nativa com diversos marketplaces, sem cobrar tarifa extra. Planos a partir de R$ 49/mês.

    Ferramentas grátis

    Redes sociais

    Redes sociais são um dos pilares de qualquer estratégia de Marketing Digital. uma boa ferramenta não só ajuda a organizar as postagens como também gera relatórios para que você saiba se sua estratégia está dando certo.

    Hootsuite: uma das mais famosas ferramentas de gestão de redes sociais, trabalha com todas as principais redes e permite gerar relatórios.

    Social Mention: quer saber o que estão falando sobre sua marca ou sobre um determinado assunto. Essa é a ferramenta! Você pode, inclusive, criar alertas.

    Facebook Creator Studio: ferramenta oficial do Facebook para agendamento de posts no Facebook e Instagram.

    Buffer: permite gerenciais até 3 perfis e agendar 10 posts por mês. Tem uma inteligência artificial integrada que ajuda a criar conteúdos.

    Later: o plano grátis é mais limitado do que o Buffer. Permite gerenciar 1 perfil e agendar até 10 posts por mês. Não permite agendar carrosséis e stories no plano grátis. Possui um calendário visual de publicações que ajuda a planejar melhor o conteúdo.

    Squarelovin: fornece estatísticas avançadas sobre seu Instagram.

    Comunicação

    Jivochat: uma das principais ferramentas de chat existentes no mercado. A versão gratuita permite até 5 operadores e não tem limite de conversas.

    Tawk.to: plataforma de chat com diversas funcionalidades grátis.

    Chatfuel: permite criar chatbot gratuitamente, com até 50 conversas/mês.

    Manychat: semelhante ao Chatfuel, conta com integração com WhatsApp e Instagram.

    Conteúdo e SEO

    Conteúdo é uma das principais bases do Marketing Digital. Algumas ferramentas facilitam e muito o trabalho de pesquisa e produção de conteúdos.

    BuzzSumo: descubra quais são os conteúdos mais compartilhados nas principais redes sociais. Essa é uma boa forma de ter ideias para seus próprios conteúdos.

    Google Trends: descubra quais são os assuntos do momento no buscador mais poderoso do mundo. O Google Trends é um bom termômetro de tendências e pode fornecer insights significativos.

    KW Finder: precisa ideias de palavras-chave para usar em um post ou mesmo em um anúncio? A KW Finder ajuda muito!

    SEO Monitor: deseja monitorar o posicionamento de suas palavras-chave? O SEO Monitor é fácil de usar e possui um plano gratuito para até 10 palavras. Você ainda consegue comparar seus resultados com os da concorrência. Os planos pagos são bastante acessíveis.

    Search Console: é a ferramenta do Google, totalmente gratuita, para enviar seu sitemap, monitorar as páginas indexadas, conferir suas palavras-chave, entre outros.

    Ubersuggest: a principal função dela é ajudar a encontrar palavras-chave específicas para o seu segmento. Pesquisa de palavra-chave tende a ser complicado e a Ubersuggest facilita ao recomendar palavras semelhantes aquela que você adicionou. Além disso, ajuda a encontrar possíveis erros no seu site que podem estar atrapalhando seu posicionamento. É só inserir sua URL e começar. 

    SEMrush: ferramenta de SEO muito avançada e completa. Você pode comparar seus resultados (orgânicos e pagos) com os de seus concorrentes, monitorar palavras-chave, tirar ideias de conteúdo e muito mais.

    + Técnicas de SEO para e-commerce: como começar

    Design

    Para quem não tem familiaridade com programas de edição de imagens, existem algumas ferramentas online e intuitivas que podem ajudar. Não substitui um designer mas salva em diversos momentos.

    Canva: com o Canva você pode criar diversos tipos de imagens gratuitamente, desde posts para Facebook até ebooks e infográficos.

    Adobe Spark: com uma proposta parecida com a do Canva, o Spark permite até criar pequenos vídeos.

    Freepik: banco de imagens gratuito com milhares de fotos e vetores. Para usar as fotos sem dar os créditos, é cobrada uma assinatura de 10 dólares por mês, valor muito abaixo de qualquer outro banco disponível.

    Iconfinder: banco de ícones, com milhares de opções para enriquecer suas artes.

    Compress JPEG: site que permite comprimir imagens e diminuir seu tamanho sem perder a qualidade.

    Coolors: precisa de ideias de paletas de cores? Com o Coolors, você pode gerar dezenas de combinações e escolher qual mais combina com seu projeto.

    I love IMG: compressor de imagens sem perda de qualidade. Ideal para deixar suas imagens num tamanho adequado para a web.

    Email marketing

    Como já falei aqui, email marketing deve fazer parte de qualquer estratégia de Marketing Digital – não importa o ramo da sua empresa. Se você ainda não faz as ferramentas abaixo podem ajudar. E se já faz, elas podem melhorar sua estratégia.

    Getresponse: uma das mais completas ferramentas de email marketing e automação. A versão gratuita permite até 2.500 envios por mês e traz a funcionalidade de pop-ups.

    MailChimp: uma das ferramentas de envio de email marketing mais famosas do mundo. A versão gratuita permite até 2000 contatos e 12000 envios por mês. Também inclui: automação de marketing, formulários para captura de emails, criador de campanhas, relatórios, entre outros.

    Sendpulse: permite enviar até 15.000 emails por mês para uma base de até 500 assinantes. Possui também ferramenta de automação sem custo.

    Benchmark: permite enviar até 3.500 emails por mês. Traz alguns templates e possui editor arrasta e solta.

    Mail Tester: com ela, você verifica a pontuação do seu email marketing e descobre no que pode melhorá-lo.

    Sender Score: quer saber como anda a reputação do seu domínio de envio de email? Essa é a ferramenta certa.

    + Consultor de e-commerce: especializado em lojas de moda

    Tarefas e Organização

    Manter a organização é fundamental para o sucesso de qualquer estratégia. Por isso, inclui essas ferramentas na lista.

    Asana: gestor tarefas simples e eficiente. É o que usamos na burnell atualmente.

    Trello: um dos mais eficientes gestores de projetos que conheço, o Trello possui uma série de funcionalidades que facilitam a vida. Mesmo que você não tenha uma equipe, pode usá-lo para se organizar. Uma vantagem: você pode utilizar “quadros” criados por outras pessoas – e existem quadros para tudo o que você imaginar!

    Pipefy: permite criar processos totalmente customizados ou utilizar um dos vários templates. Você ainda pode conectar o Pipefy com outras ferramentas, automatizando processos.

    Evernote: com o Evernote você pode criar listas, lembretes, fazer anotações importantes, capturar artigos online, integrar com seu Google Calendar para registrar o que foi conversado em uma reunião… A lista de possibilidades é infinita!

    Relatórios, monitoramento e desempenho

    Google Analytics: essa é fundamental mas muita gente ainda não sabe de sua importância. O Google Analytics reúne as principais métricas de navegação do seu site. Quer saber quanto tempo seus visitantes passam em sua loja? O Analytics mostra. Quais as páginas mais visitas? Quais produtos mais comprados? Quais os canais de onde vêm essas vendas? Tudo isso o Google Analytics é capaz de mostrar, configurando-o corretamente.

    Google Looker Studio: é a ferramenta do Google para criação de relatórios integrados com o Analytics, o Ads e outras ferramentas. Também possui modelos de relatórios que ajudam muito.

    Google Optimize: já passou por uma situação em que você não sabe qual cor do botão vai converter melhor? O Google Optimize permite criar duas versões de uma mesma página e testar qual é melhor.

    Google Tag Manager: outra ferramenta muito útil do Google. Com ela, você pode gerenciar diversas tags em um único lugar. Além disso, é possível monitorar cliques em um botão de uma página ou cliques em um banner, por exemplo.

    Website Grader: você sabe se seu site é bom o suficiente? O Website Grader analisa a performance, a otimização do site para dispositivos móveis e também para buscadores e, por fim, a segurança. No final, dá uma nota e explica o que pode ser melhorado.

    GTmetrix: uma das ferramentas que eu mais gosto para monitorar o desempenho do site em relação a carregamento. Ele apresenta os principais erros que impedem seu e-commerce de carregar mais rápido.

    Navegg: quer descobrir o perfil dos visitantes da sua loja? A Navegg traz dados demográficos, como idade, gênero, classe social, entre outros, e ainda dados sobre comportamento de compra.

    + Métricas para e-commerce: o que é importante medir – e como medir

    Pesquisa e experiência

    Hotjar: monitora o que seus visitantes estão fazendo em seu site. Você consegue extrair mapa de calor (onde há mais cliques/toques em sua página) e também ver a gravação da tela dos usuários (de modo anônimo). Assim, é possível tomar decisões mais assertivas em relação ao design da loja.

    Hexometer: a principal funcionalidade do Hexometer é saber se seu site está 100% online o tempo todo. Quedas de servidor são bastante comuns, então você consegue saber se seu site caiu e qual o percentual de tempo ele ficou ativo.

    Survicate: ferramenta para realizar pesquisas em seu site. Quer saber o motivo pelo qual seus visitantes estão saindo do site? Ou então o que eles estão procurando exatamente? O Survicate possui funcionalidades completas de pesquisa e o plano gratuito é bastante abrangente. Aqui na burnell usamos especialmente para coletar informações a respeito do público de nossos clientes.

    Typeform: deseja criar pesquisas para conhecer melhor seu público? O Typeform é excelente e possui uma versão gratuita.

    Optimizely: teste diferentes layouts e veja qual garante a melhor experiência e maior conversão no seu ecommerce.

    Google Optimize: possui a mesma premissa da ferramenta acima, mas é gratuita e integrado nativamente com o Google Analytics.

    + Meu e-commerce não vende, e agora? Confira estratégias

    Pop-ups

    Optimonk: é uma poderosa ferramenta para criação de pop-ups e a minha preferida dessa lista. Permite até 15 mil visualizações grátis e tem um editor poderoso de layout.

    Poptin: possui dezenas de modelos de pop-ups, inclusive permitindo criar um pop-up com cupom de desconto (muito útil para abandono de carrinho). Além disso, você pode criar pop-ups específicos para o desktop e mobile, adaptando de acordo com o  tamanho da tela. Outra função muito legal é o contador regressivo, criando urgência em seu clientes. Em nossos testes, essa ferramenta apresentou resultados 30% superiores a outras ferramentas de pop-up. O plano gratuito permite até 1000 visualizações/mês.

    Hello Bar: é uma ferramenta avançada para criação de pop-ups. Permite escolher em quais páginas exibir seu pop-up, quantas vezes, em qual momento o pop-up deve aparecer (quando o usuário rola a página, quando ele está pra sair da página e por aí vai) e ainda conta com diversos templates.

    OneSignal: permite enviar notificações ilimitadas, além de possuir ferramenta de email marketing nativa.

    + Como aumentar a taxa de conversão no e-commerce? 10 estratégias que funcionam

    Web push

    Titanpush: é uma ferramenta de push com outras funcionalidades muito interessantes, como exibir os produtos já visualizados pelo usuário, pop-ups de saída, banners e muito mais.

    Onesignal: ferramenta básica para envio de pushs, com até 10 mil envios por mensagem no plano gratuito. Não possui funcionalidades específicas para e-commerce, mas é uma ótima ferramenta para iniciar.

    Sendpulse: bastante semelhante a Onesignal, permite até mil assinantes no plano gratuito e tem algumas ferramentas extras nos planos pagos.

    Frete

    Melhor Envio: o frete é um dos calcanhares do ecommerce. O Melhor Envio permite integrar com as principais transportadoras, inclusive os Correios, sem a necessidade de contrato com cada uma delas. Além disso, você paga menos por cada envio.

    Manda Bem: com a mesma proposta do Melhor Envio, a Manda Bem gerencia o frete do seu e-commerce forma fácil e ainda possui um módulo para logística reserva.

    Frenet: permite gerar etiquetas dos Correios com até 90% de desconto e conectar sua loja com diversas transportadoras. O lado negativo é que a maior parte das funcionalidades é paga.

    Pagamentos

    Pagaleve: permite parcelamento por PIX.

    AME Digital: o carteira de pagamento das Americanas possui dezenas de lojas parceiras e as principais plataformas de e-commerce integradas.

    Appmax: conta com diferentes adquirentes para evitar a reprovação do pagamento. Além disso, faz análise de fraude e retentativa de pagamento em caso de reprovação.

    Clear Sale: um dos mais famosos antifraude do mercado. Evita altas taxas de chargeback.

    Outras

    Gerador de política de privacidade: ter uma política de privacidade é crucial para estar em conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Para isso, use esse gerador super prático.

    + E-commerce de moda: dicas práticas para começar ou otimizar suas estratégias

    Ferramentas pagas

    Redes sociais

    Mlabs: além de agendar posts em todas as principais redes sociais, é possível criar relatórios, controlar o fluxo de criação de posts, responder as mensagens e ainda criar landing pages.

    Email marketing e automação

    RD Station: a maior plataforma de email marketing e automação do Brasil. É integrado com as principais plataformas de e-commerce e possui ótimo custo/benefício para enviar email marketing.

    Active Campaign: poderosa de ferramenta de automação, que permite criar régua de relacionamento de acordo com o comportamento do cliente.

    E-goi: semelhante às duas ferramentas anteriores, possui pop-ups, landing pages e, claro, email marketing.

    Mailbiz: um dos diferenciais da Mailbiz é o funil de marketing integrado com o Google Analytics. Com ele, você acompanha de perto os resultados de vendas através dos emails.

    Enviou: possui três ferramentas – email marketing, recuperação de boleto e de carrinho. A ferramenta de email marketing tem uma função interessante, que puxa automaticamente os produtos da loja e você pode exibi-los no seu email.

    Pop-ups

    Popconvert: excelente ferramenta para gerar leads, com diversas opções de pop-ups e segmentações. O lado negativo é o preço.

    Smarthint: outra ferramenta de pop-ups usada por alguns dos maiores ecommerces do Brasil. Possui vitrines de recomendações de produtos com base na navegação, pop-ups de retenção e, além disso, busca inteligente que mostra os resultados em tempo real. Use meu código: ZA2T1.

    ERP

    Bling: um dos ERPs mais completos do mercado sem custar uma fortuna. Possui integração com as principais plataformas de e-commerce e marketplaces, emite NFs e ainda traz a função de frente de caixa, caso você possua lojas físicas.

    SEO

    SEMrush: poderosa ferramenta de SEO. É mais indicada para grandes sites. Possui uma infinidade de recursos, como acompanhamento de palavras-chave e backlinks, análise de páginas e de concorrentes, gestão de redes sociais, entre outros.

    Webpeak: uma alternativa mais básica (e mais em conta) para a SEMrush. Permite acompanhar o posicionamento de palavras-chave, verificar backlinks, planejamento de palavras-chave, entre outros.

    Vendas

    Reportana: ferramenta bastante completa para ecommerces. Permite recuperar carrinhos, boletos e PIX, possui dashboard para acompanhar suas vendas, envio de email marketing, campanhas no WhatsApp e SMS e muito mais.

    PlanD: é uma ferramenta de BI para acompanhar os principais indicadores da sua loja. Você pode acompanhar seu estoque, curva ABC de produtos, acompanhar metas, entre outros.

    Venda Válida: ferramenta para recuperação de carrinho e boletos, através de um fluxo automatizado de e-mails, SMS e ligação.

    Cartstack: também para recuperação de carrinho, a Cartstack possui uma base com milhões de emails. Quando o cliente acessa sua loja, a ferramenta captura o email dele automaticamente e envia uma sequência de emails para recuperação do carrinho.

    Smartbis: programa de fidelidade white label. É integrado com WhatsApp e SMS para facilitar a comunicação com seu cliente.

    Preço Certo: já ficou em dúvida na hora de precificar seus produtos? Essa ferramenta ajuda nisso, mostrando, em tempo real, quanto você lucrou com cada venda, te mostra os principais indicadores financeiros do negócio e dá sugestões de melhorias.

    Troquecommerce: automatiza o processo de troca do ecommerce. O cliente não precisa entrar em contato a loja para solicitar a troca, bastando digitar seu CPF e escolher o que deseja trocar.

    Tem alguma ferramenta que você usa na sua empresa e que não está na lista? Conte nos comentários!

  • E-commerce de moda do zero: o guia completo

    E-commerce de moda do zero: o guia completo

    Se antigamente era inimaginável que as pessoas comprassem roupa online, hoje isso já uma realidade para muitas pessoas, principalmente por conta da pandemia. Segundo estudo da Conversion, o e-commerce de moda cresceu 95% em 2020.

    Muitas empresas que só vendiam fisicamente, entraram no digital, seja vendendo por redes sociais, WhatsApp ou mesmo no ecommerce. Novas ferramentas, como provadores virtuais, e a possibilidade de comprar no site e devolver ou trocar em uma loja física, facilitam a venda online.

    Se você já tem uma loja de roupas e deseja entrar no e-commerce ou mesmo já possui sua loja online e deseja otimizar sua presença, vem comigo que eu vou te mostrar tudo o que você precisa saber, inclusove as últimas tendências e ações que você pode implementar na sua loja.

    O que é um e-commerce de moda?

    Um e-commerce de moda é aquele que vende roupa, calçados e acessórios de maneira virtual. Em geral, essas lojas fazem envios para todo o Brasil e possibilitam a compra totalmente online, sem a necessidade de um vendedor.

    Exemplos de ecommerces de moda: Dafiti, Amaro, Lojas Renner, C&A, Zattini, entre outros.

    Panorama do e-commerce de moda no Brasil

    Moda está entre as 10 principais categorias em vendas no e-commerce, segundo o relatório Webshoppers. Apesar das dificuldades em comprar roupa online, os consumidores consomem principalmente pela praticidade e por conta das promoções.

    Um estudo da Opinion Box, que entrevistou mais de 2 mil consumidores online, aponta que 73% das pessoas compram online pois os preços são mais baixos que nas lojas físicas. Outros 63% dizem que é pela facilidade de comparar preços. E 51% dizem que é por ter acesso a produtos que não encontra em sua região.

    A mesma pesquisa identificou o que leva um cliente a escolher uma loja online, com frete grátis liderando, seguido por promoção, prazo de entrega e cupom de desconto. Ou seja, esses são diferenciais importantes que sua loja deve oferecer para fisgar o cliente.

    motivos-escolha-loja-online

    Ainda na mesma pesquisa, 60% das pessoas disseram que compraram moda nos últimos 6 meses, seguido de 47% que compraram calçados.

    De acordo com a pesquisa NuvemCommerce 2023, moda e vestuário representam 38% das vendas na plataforma (que atende cerca de 100 mil lojistas). Já o ticket médio ficou em R$ 255, enquanto que joias apresentou um ticket de R$ 226.

    A taxa de conversão do segmento, segundo a Nuvemshop, é de 0,8% para ecommerces iniciantes e 1,3% para ecommerces maduros. A taxa geral, levando em consideração todos os segmentos, foi de 0,9% para iniciantes e 1,4% para maduros.

    Outra pesquisa, do Grupo Locaweb e Melhor Envio, realizada em 2020, mostrou que 1,8 milhão de itens foram comercializados, representando cerca de 19% do total de envios do Melhor Envio. Esse volume é o dobro do segundo colocado, joias e relógios. Impressionante, não?

    Qual é o maior maior e-commerce de moda do Brasil?

    Segundo relatório da Conversion, de fevereiro de 2023, os maiores ecommerces de moda do Brasil, considerando o volume de tráfego – incluindo os acessos via aplicativos – são:

    1. Lojas Renner, que detém 14,6% do tráfego
    2. Dafiti, com 9,9%
    3. Enjoei, com 8,9%
    4. Zattini, com 5,3%
    5. C&A, com 4,8%
    6. Riachuelo, com 4,8%
    7. Farm, com 3,5%
    8. Marisa, com 2,9%
    9. Posthaus, com 2,5%
    10. Amaro, com 2,3%

    + Como aumentar a taxa de conversão no e-commerce? 13 estratégias que funcionam

    Como montar um e-commerce de moda?

    Agora que já vimos o panorama do e-commerce de moda, vamos para a parte prática. Como montar sua loja online? Se você está iniciando sua jornada digital ou já vende online, o guia abaixo pode ser útil para você. Ao final, coloquei um checklist com as principais ações que você deve fazer.

    Definindo seu público-alvo e nicho de atuação

    A concorrência é pesada, não vou mentir. Mas você pode se destacar de outras tantas lojas apostando em um nicho de mercado. Não basta mais você definir seu público-alvo em termos demográficos, como homens de 25-35 anos. É preciso ir além.

    O que seu público gosta? O que ele compra? Que tipos de conteúdos ele consome na internet? Quais os seus desejos? Se você já tem clientes, faça uma pesquisa entre eles para descobrir porque eles compram na sua loja e descubra quais diferenciais você pode explorar na sua comunicação.

    Existem diferentes nichos que você pode explorar para vender moda na internet:

    • moda feminina;
    • moda masculina;
    • moda infantil;
    • moda para gestantes;
    • moda para esportistas;
    • moda para veganos;
    • moda gospel;
    • moda plus size.

    Dentro desses nichos você pode segmentar ainda mais. Por exemplo, focar em moda para mulheres executivas ou então em homens esportistas. Existem muitas possibilidades. Só tome o cuidado de não segmentar demais e seu público ficar muito pequeno.

    Escolha sua plataforma de e-commerce

    A escolha da plataforma é crucial para o sucesso da sua loja online. Isso porque a migração de plataforma não é tão simples e você precisa, basicamente, criar uma nova loja do zero.

    Escolha uma plataforma que vá te atender por pelo menos 3 anos. Vale a pena investir um pouco mais e garantir a sustentabilidade do projeto. Inclusive, fiz um comparativo completo entre as principais plataformas de e-commerce no Brasil.

    Existem muitas opções no mercado, cada uma com seus pontos fortes e fracos. Dificilmente uma plataforma será boa em todos os quesitos, por isso, é importante avaliar o que é mais importante para o seu negócio.

    Elenquei abaixo algumas funcionalidades essenciais que você deve ficar de olho:

    • Integração com ERPs: veja se o seu já está integrado;
    • Integração com o meio de pagamento escolhido: em alguns casos a loja já possui contrato com algum intermediador de pagamento e deseja continuar usando-o;
    • Integração com transportadoras: caso você vá usar uma transportadora específica, verifique se é possível integrá-la com sua plataforma;
    • Personalização de layout: até que ponto é possível personalizar e quais os custos envolvidos? Muitas plataformas ou agências colocam apenas o custo de um template padrão na implementação, sem considerar modificações que o lojista deseja;
    • Integrações com outras ferramentas: se existe alguma outra ferramenta que seu negócio usa, verifique se é possível integrá-lo com a plataforma escolhida;
    • Marketplaces: sua loja também vai vender em marketplaces? Como será feita a integração? Existem outros custos envolvidos?
    • Promoções: esse é um grande ponto de atenção. Que tipo de promoção sua loja costuma fazer? Alguns exemplos: desconto progressivo, kits de produtos, compre x, pague y, brindes, entre outros. Se sua loja sempre faz promoção de desconto progressivo, é importante que sua plataforma ofereça essa funcionalidade.
    • Compre o look: algumas plataformas permitem criar kits de produtos para que o cliente tudo de uma vez. Isso aumentar o ticket médio da sua loja.

    A burnell tem parceria com a Nuvemshop, que oferece um plano totalmente grátis para quem está iniciando no e-commerce, ou então 25% OFF nos planos pagos no primeiro mês.

    Estes são alguns dos pontos a ser observados. Precisa de ajuda? Conheça meu serviço de implantação de e-commerce.

    Defina sua política comercial

    A política comercial da sua loja é crucial para se diferenciar da concorrência e vender. Já não basta ter bons produtos e uma boa plataforma. É importante oferecer vantagens em cada compra, principalmente se sua loja é nova. Ao mesmo tempo, você precisa ficar de olho na margem pra não queimar dinheiro.

    Frete

    Oferecer frete atrativo pode ser a diferença entre a conclusão da compra ou o abandono do carrinho. Pesquisas apontam que o frete alto é o maior obstáculo para a compra online. Estratégias de frete grátis são a melhor maneira de incentivar o cliente a comprar de você. Ao calcular seu preço de venda, incorpore o custo de frete.

    Você não precisa dar frete grátis em todas as compras. Incentive seu cliente a gastar mais para ganhar esse benefício. Mas atenção: se o valor mínimo de compra for muito alto, são grandes a chances do seu cliente sair sem comprar.

    Você também pode oferecer um valor fixo de frete, dividindo com o cliente o custo do frete. Imagine que você pague R$ 20 por cada envio, em média. Cobrando metade disso do seu cliente você minimiza o impacto na sua margem.

    Você também pode fazer campanhas de frete grátis em determinados períodos a fim de conquistar novos clientes.

    Além do custo de envio, existe também o prazo de entrega. Por isso, é importante ter mais de uma forma de envio. Indico o uso de uma hub de frete, como o Melhor Envio. Você consegue cadastrar e cotar diferentes transportadoras, inclusive os Correios, em poucos cliques.

    Troca e devolução

    A política de troca e devolução em lojas de roupas são de extrema importância. Por lei, sua loja é obrigada a aceitar a devolução do pedido em até 7 dias corridos após o recebimento do mesmo, seja qual for o motivo. Além disso, sua loja também deve arcar com o custo da logística reversa nesse caso. Se possível, estenda o prazo para a devolução em até 30 dias. Assim, seu consumidor ficará mais tranquilo ao comprar.

    Já no caso de troca, sua loja não é obrigada a arcar com os custos e também não existe um prazo legal para isso. Porém, a prática na maioria das lojas é de 30 dias corridos. Além disso, arcar com o custo da 1ª troca é costumeiro.

    Todo o custo de logística, seja para entrega, troca ou devolução, deve estar embutido no seu preço. Em geral, esse custo gira em torno de 10% do faturamento.

    Formas de pagamento

    Você já deve saber que aceitar cartão de crédito, boleto e PIX é fundamental para garantir a satisfação do seu cliente. Porém, no caso do cartão de crédito, existe ainda a questão do parcelamento. Em geral, oferecer entre 3 e 6 parcelas é uma boa prática. Para calcular o valor mínimo de parcela, estude seus concorrentes e também leve em consideração o seu ticket médio. E não se esqueça de calcular o percentual cobrado pelo intermediador de pagamento.

    Cadastro de produtos

    Agora que você já escolheu sua plataforma, é hora de cadastrar os produtos, tarefa que demanda planejamento e dedicação. Infelizmente, a maioria dos meus clientes erra nessa etapa e precisa refazer muita coisa.

    Categorização: uma boa categorização é essencial para que seu cliente encontre o que procura rapidamente. Veja como grandes lojas fazem a organização e copie, adaptando para sua realidade. Evite ter categorias com um ou dois produtos. Da mesma forma, evite ter poucas categorias, dificultando a localização dos produtos.

    Filtros de produtos: se sua loja possui muitos produtos, é fundamental oferecer alguns filtros para facilitar a escolha. Lembre-se que na loja online não existe vendedor. Alguns filtros importantes: tamanho, cor, estação, material, tipo da peça (exemplo: calça jeans skinny, boyfriend, flare etc.), marca, preço, entre outros. Tudo isso deve ser levado em consideração na hora do cadastro.

    Atributos obrigatórios do Google Shopping: a maioria dos lojistas de moda não sabe disso, mas existem alguns atributos que são obrigatórios para lojas de vestuário no Google Shopping. São eles:

    • Gênero (gender): é possível usar os seguintes valores: unissex, masculino ou feminino;
    • Faixa etária (age_group): recém-nascido, 3 a 12 meses, 1 a 5 anos, infantil ou adulto;
    • Cor (color): são aceitos valores escritos por extenso, como preto ou vermelho;
    • Tamanho (size): é necessário que o tamanho se encaixe nos padrões do Google. Encontre aqui.
    • Categoria (google_product_category): não é um atributo obrigatório mas é altamente recomendado, a fim de otimizar seus resultados, principalmente se você for anunciar no Google Ads. Encontre aqui.

    Descrição dos produtos: quanto mais descritivo, melhor. Fale sobre a coleção, sobre os diferenciais da peça, sobre o material, com o que ela pode ser combinada… Faça seu cliente querer comprar. Lembre-se, novamente, que você não tem o vendedor para convencê-lo.

    Dicas de SEO para e-commerce de moda

    Já fiz um post com técnicas de SEO para e-commerce. Vou resumir aqui os principais pontos que você deve ficar de olho:

    Title: a title é o que aparece no resultado de busca do Google (veja o print abaixo). Tem grande relevância no posicionamento. Use sempre a palavra-chave na title.

    Description: a description é o texto abaixo do nome da página e que incentiva o usuário a clicar no seu resultado. Não é necessariamente um fator de rankeamento mas contribui para aumentar a taxa de clique.

    URL: outro fator primordial para o rankeamento. Novamente, use a palavra-chave.

    Imagem: as imagens não são só importantes para incentivar seu cliente a comprar mas também ajudam a posicionar melhor sua página. Use a palavra-chave no nome do arquivo e também no atributo alt.

    Resultado da pesquisa pelo termo “tenis masculino”

    Como criar boas fotos para e-commerce de moda

    A qualidade das fotos é fator crucial em qualquer e-commerce e isso se torna ainda mais importante quando falamos de moda. O cliente precisa se ver naquela peça. Vejo muitas lojas com fotos sem qualidade. Confira algumas dicas:

    • Use fundo infinito: o fundo branco dá mais destaque à peça e evita “competição” com o produto;
    • Fotografe em todas as posições: mostre a peça por todos os ângulo;
    • Padronização: padronize os ângulos e tamanhos das fotos (em geral, aconselho o tamanho de 1000x1000px, mas pode variar de acordo com seu template);
    • Evite usar muitos acessórios: o destaque da foto deve ser a peça em questão. Claro que você pode e deve fazer um look bonito e completo, mas muitas informações acabam tirando o foco do cliente;
    • Faça fotos da peça: é o que chamamos de still.
    • Zoom: tenha uma ou mais fotos dos detalhes da peça, que pode ser a estampa ou alguma acabamento.
    • Vídeo: se possível, faça vídeo com a peça, mostrando todos os detalhes no corpo do modelo.

    Quais as tendências para ecommerces de moda?

    Provador digital

    O provador virtual permite que o cliente “prove” a roupa antes de comprar. Após inserir suas medidas, a ferramenta indica o tamanho ideal para aquele cliente. Para o lojista, é uma forma de diminuir o número de trocas e aumentar o ticket médio. Já para o cliente é uma fricção a menos na hora de comprar roupa online.

    Retirada em loja física (integração de canais)

    Oferecer a opção de retirada na loja facilita a vida do seu cliente e pode aumentar a taxa de conversão da sua loja. A integração entre os canais físicos e digitais já não é mais tendência, mas realidade. É também é uma forma também de reduzir os custos com logística.

    Já existem alguns serviços que permitem a utilização de lockers em metrôs, por exemplo, em que a pessoa retira sua encomenda, como a Clique Retire.

    Se durante a pandemia havia dúvidas sobre a continuidade das lojas físicas, hoje já sabemos que eles têm um papel importante na jornada de compra. E a integração entre os canais físico e digital é crucial para reter o cliente fazê-lo comprar mais.

    Busca por voz

    A busca por voz já é uma realidade há muito tempo (como exemplo temos Alexa e Google Assistant). No e-commerce temos visto um aumento de lojas que oferecem essa opção.

    Busca por imagem

    A busca por imagem permite que o cliente encontre peças semelhantes às que ele já tem ou mesmo outras peças do mesmo estilo. Uma das ferramentas que disponibilizam essa funcionalidade é a Smarthint.

    + Meu e-commerce não vende! E agora? Confira estratégias

    Estratégias para vender mais no e-commerce de moda

    Descontos por tempo limitado (flash sale)

    As flash sales são uma ótima forma de desovar o estoque parado sem precisar dar descontos constantes. Elas duram alguns dias (normalmente até uma semana) e dá descontos um pouco maiores do que o normal para sua loja, porém não é tanto desconto quanto uma liquidação de final de temporada.

    Indico usar essa estratégia no máximo uma vez por mês, para que o cliente não fique acostumado a sempre ter descontos.

    + Inbound marketing para e-commerce: confira 7 estratégias!

    Ofereça sempre vantagens nas compras

    O cliente digital sempre espera obter alguma vantagem em suas compras. É uma forma de incentivá-lo a comprar. Muitos lojistas que estão acostumados com o varejo físico não entendem que o digital é diferente. A compra digital precisa ser incentivada de alguma forma.

    Exemplos de vantagens que você pode oferecer:

    • compre X, pague Y
    • X peças por R$ XXX (exemplo: 3 peças por R$ 119)
    • desconto progressivo por ticket
    • desconto progressivo por quantidade
    • brinde
    • frete grátis
    • descontos em peças específicas

    Fidelize seus clientes

    A fidelização é o caminho para o lucro. Adquirir um novo cliente custa até 7x mais do que manter aqueles que você já têm. Oferecer desconto de primeira compra é essencial para um novo cliente, mas dificilmente você terá lucro se sempre precisar adquirir novos clientes.

    Como fidelizar seu cliente? O pós-compra é tão importante quanto o processo de compra em si. Entregas dentro do prazo, processo de troca e devolução fácil e rápido, embalagem bonita e segura, tudo isso facilita a fidelização.

    Além disso, oferecer desconto para uma nova compra, cashback e até mesmo um programa de fidelidade que transforma pontos em benefícios.

    Criar uma régua de comunicação pós-compra também é importante. Utilize canais como email, WhatsApp e SMS, através de plataformas como o RD Station. Peça que seu cliente deixe um depoimento em troca de bônus para a próxima compra, por exemplo.

    Outra estratégia importante é criar anúncios no Facebook e Google focados em oferecer novos produtos para quem já comprou. Por exemplo, mostrar acessórios para quem comprou roupas. Você também pode mostrar produtos mais caros para gerar um up-sell.

    Venda em marketplaces

    Ainda que não seja uma ação direta para vender mais na sua loja, estar presente nos marketplaces ajuda a gerar caixa para a empresa sem precisar de investimento. Você só paga por aquilo que vender.

    Além disso, ao vender em marketplaces sua loja fica mais conhecida e parte desse público pode comprar diretamente de você. Um estudo mostrou que 9 a cada 10 consumidores online preferem comprar de sites que tenham marketplace. Ou seja, se sua loja não está nesses sites, está perdendo um grande quantia de faturamento.

    Marketplaces para vender moda

    Alguns marketplaces são especialistas em vender moda – ou seja, perfeito para lojas desse segmento.

    • Dafiti
    • Zattini
    • Renner
    • C&A
    • Posthaus

    Além disso, outros sites como Amazon, Shopee e Mercado Livre também vendem moda.

    Você pode integrar sua loja em dezenas de marketplaces através do ERP Bling. Com meu link, você ganha 30 dias grátis para testar.

    + Marketplaces de moda: onde vender roupa online?

    Dicas de ferramentas para seu e-commerce

    Para te ajudar a ter ainda mais sucesso, selecionei algumas ferramentas que eu uso e podem fazer toda a diferença para sua loja.

    RD Station: captar e-mails desde o primeiro dia do seu e-commerce é fundamental para manter o relacionamento com quem não comprou de você. O RD oferece integração com diversas plataformas e possui um ótimo custo/benefício.

    Bling ERP: para emissão de notas fiscais, controle de estoque e integração com marketplaces, indico o Bling.

    Google Analytics: é a melhor ferramenta para você monitorar o que seus visitantes fazem no seu site, inclusive o que eles compram.

    Canva: para criar artes sem muito conhecimento em design, o Canva é excelente.

    Compress JPEG: imagens muito pesadas atrapalham muito a performance da sua loja. Com esse site, você pode comprimir as imagens sem comprometer a qualidade delas.

    Poptin: pop-ups são muito úteis se bem utilizados. O Poptin já oferece dezenas de templates e você pode criar o seu facilmente. Exemplos de pop-ups: de saída, oferecendo um desconto para finalizar a compra, de cadastro para colher o e-mail.

    Hotjar: quer saber em quais áreas seu visitante mais clica? Ou então ver vídeos das sessões? Com o Hotjar isso é possível. Ele fornece insights poderosos para melhorar sua estratégia.

    Typeform: é uma ferramenta muito conhecida para realizar pesquisas. Você pode, por exemplo, criar uma pesquisa pós-compra e colher o feedback dos seus clientes.

    Jivochat: ótima ferramenta para atendimento em tempo real. Permite criar gatilhos que acionam o chat (por exemplo, de acordo com o tempo que a pessoa está na página.

    Checklist para e-commerce de moda

    Preparei abaixo um resumo do que você precisa ter para começar seu e-commerce de moda:

    • Escolha a plataforma mais adequada para sua loja;
    • Defina política de frete, troca, devolução e parcelamento;
    • Tire boas fotos dos produtos;
    • Configure as formas de pagamento e envio;
    • Crie as páginas institucionais;
    • Integre com o Google Analytics;
    • Instale o Pixel do Facebook;
    • Integre com o Facebook Comércio (sacolinha do Instagram);
    • Faça pesquisa de palavras-chave que serão usadas no site;
    • Faça o cadastro dos produtos, seguindo as diretrizes de SEO;
    • Integre com o Google Merchant (Shopping);
    • Faça integração com ERP e importação dos produtos (se existir);
    • Faça cadastro nos marketplaces;
    • Crie a árvore de categorias de acordo com as palavras-chave;
    • Crie banners;
    • Divulgue sua loja!

    Perguntas frequentes sobre e-commerce de moda

    O que é e-commerce de moda?

    E-commerce de moda são lojas online que vendem roupas, acessórios, sapatos e joias através da internet.

    Como montar um e-commerce de moda?

    Os passos essenciais para montar um e-commerce de moda são: 1) defina seu nicho e público-alvo; 2) escolha sua plataforma de e-commerce; 3) defina sua política de frete e pagamento; 4) faça o cadastro dos produtos; 5) divulgue sua loja através do Google, Facebook e Instagram.

    O que vender de moda na internet?

    Existem muitos tipos de produtos de moda que você pode vender pela internet, entre eles: moda feminina e masculina, moda fitness, moda plus size, sapatos, joias, entre outros.

    Qual é o maior e-commerce de moda do Brasil?

    O maior e-commerce de moda do Brasil é a Renner, que possui 14,6% do tráfego entre as lojas de moda. Em seguida, vem a Dafiti, com 9,9% do tráfego.